"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

31 de mar de 2013

A graça do futebol


São clássicos como o de hoje à tarde que fazem com que a paixão pelo futebol cresça.

Existem todos aqueles clichês que dizem que esses jogos são um campeonato à parte, que não tem favorito, etc. Mas o que fez com que o jogo de hoje tivesse algo em especial foi a discussão pós-partida.

Querendo ou não, o futebol gera muita "briga". Às vezes sadia, às vezes violenta, mas gera. E é dela que o futebol sobrevive.

Pare e pense nesse esporte sem equipes rivais, sem provocações com os times adversários... ele deixaria de existir. Não teríamos torcidas, não teríamos gente na arquibancada e, mais importante, ele perderia a graça.

E no Majestoso de hoje, a discussão apareceu no lance entre Pato e Rogério Ceni. Minha opinião: pênalti. Mas a sua, desde que você não seja corinthiano, provavelmente vai ser diferente. E esse é o barato do esporte. São de situações como essa que o esporte respira, e continua andando pra frente.

Vamos agradecer aos dois protagonistas da jogada por nos render mais alguns dias de debate. Ele vai trazer bons argumentos de ambos os lados, mas só viverá até que chegue a rodada da Libertadores. Então, o assunto mudará e passaremos a falar de outro ponto; talvez uma iminente eliminação do São Paulo, talvez uma virada histórica ou até mesmo outra arbitragem duvidosa. E assim por diante.. Mas que foi pênalti, ah, Ceni, foi.

30 de mar de 2013

"Imagina nas Olimpíadas..."


Não tenho dúvida de que qualquer brasileiro em sã consciência gostaria de ver o Maracanã - agora em processo de reformas - como o estádio que receberá as provas de atletismo nas Olimpíadas de 2016. Infelizmente, o ex-maior estádio do mundo estará presente apenas na Copa do Mundo, na cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016 e nas partidas de futebol daquele torneio que decidirão as medalhas de ouro, prata e bronze.

Por alguma medida desconhecida e até irresponsável do Comitê Olímpico, além de falta de dinheiro para adaptação completa do Maracanã ao atletismo, as provas mais nobres das Olimpíadas serão no Engenhão.

Os motivos para se ir contra esse estádio são diversos; pouca capacidade, distância para o centro da cidade, falta de infra-estrutura, e o mais recente apareceu semana passada: a necessidade de fechar o Engenhão por problemas em sua cobertura. Dizem que se bater um vento forte, há sérios riscos de desabamento.

É difícil de acreditar, mas o mesmo estádio que recebeu o Pan de 2007 e foi construído há menos de 6 anos, hoje se encontra fechado por problemas de estrutura. Nesse momento, estão "analisando para conferir se houve algum erro no projeto".

É deplorável e inaceitável tal situação. Como é possível o estádio que será o foco do evento mais tradicional do mundo se encontrar dessa maneira e ser o cotado para um evento desse porte com um problema estrutural tão evidente? 

Em outras palavras, como podem escolher um estádio que apresenta inúmeros defeitos a ponto de ter que ser interditado? O vexame ainda continua porque, além do Engenhão, o Parque Aquático Maria Lenk e o velódromo do Rio não poderão ser utilizados pois estão fora dos padrões.

Enquanto isso, um belo e tradicional Maracanã está sendo reformado; no entanto, ele "só serve para o futebol". Perderemos uma bela chance de mostrar ao mundo que somos capazes de construir um estádio de nível mundial ao não utilizar o Maracanã.

Na realidade, o Governo está focado somente na Copa do Mundo. E mesmo assim, os estádios estão sendo construídos de qualquer modo, com aquele jeitinho brasileiro, tendo como consequência o aparecimento de vários problemas, vide o exemplo do Mineirão.

Se já está ruim para a Copa, "imagina nas Olimpíadas!"

28 de mar de 2013

Como salvar o Palmeiras?


Não importa se você está na Série B ou não, se está totalmente falido e desestruturado, nada disso conta. Um time grande, com um passado repleto de conquistas e uma torcida apaixonada, não pode ser goleado e humilhado como o Palmeiras foi ontem a noite.

Talvez nem eu nem vocês estejamos entendendo a dimensão do que de fato aconteceu: o Palmeiras foi trucidado e virou saco de pancadas do Mirassol. Com todo respeito, como que isso pode ocorrer com esse tipo de adversário? Que time é esse?

Se fosse eu os dirigentes, mandaria todo mundo que participou dessa tragédia embora. Técnico, jogadores, comissão técnica... todos. O vexame foi histórico. Nunca antes uma equipe considerada grande havia sofrido 6 gols em apenas um tempo contra uma equipe tão modesta.

Certamente não terão coragem de colocar todo mundo na rua, e recomeçar do zero, porque estão tentando construir um planejamento e se reerguer no futebol. Mas se seguir nesse caminho, a jornada palmeirense em 2013 pode se tornar ainda mais devastadora do que foi em 2012, com a queda para a série B.

A situação está tão grave que o palmeirense não possui mais argumento para debater com o seu rival. Depois do que foi visto ontem a noite, com base no que eles vão se defender? Se perderam de 6 a 2 para o Mirassol, o que mais eles podem argumentar?

Admito que estou com pena dos torcedores alviverdes. Estão sofrendo muito e, nessa altura do campeonato, os protestos são válidos - desde que em suas devidas proporções, sem violência, evidentemente. 

Além disso, são taxados frequentemente como "Guarani da Capital", numa referência ao time esmeraldino de Campinas, que foi campeão brasileiro nos anos 70 e hoje anda aos trancos e barrancos - assim como o Pameiras dos anos 2000.

Enfim, a situação alviverde é insustentável. A alteração já era pra ter surgido - mas de fato, nada mudou.

A antiga Academia do Parque Antártica vai de mal a pior. Até quando? O time e sua torcida não merecem. É preciso resgatar uma história vencedora.

26 de mar de 2013

Normalidade


Normal é você estar em um começo de trabalho e conviver com resultados ruins, como é o caso de Felipão na Seleção Brasileira. Afinal, o processo está apenas começando e, vide o exemplo de sua primeira passagem como comandante dos canarinhos, se começarmos mal e no ano seguinte conquistarmos o título de campeão do mundo, o problema está resolvido.

Anormal é você ter um craque de bola que arrebenta no futebol brasileiro, é cotado para muitas equipes europeias, mas na Seleção não passar de um jogador comum. Lógico, estou falando do Neymar.

Ele é diferente dos outros e talvez por isso exista uma cobrança maior. Já foi o tempo de se adaptar a Seleção e está mais do que na hora dele mostrar o futebol de sempre. Se o jovem está no foco de equipes como Barcelona, Real Madrid, Bayern, entre outros, não é à toa.

O problema não é ser apenas um jogador como outro qualquer, mediano. Nesse quesito o mundo inteiro está cheio, inclusive nas equipes que representam seus países. No entanto, Neymar é mais do que isso. Ele tem um talento fora de série e isso não adianta nem questionar; seja você corintiano ou santista, brasileiro ou argentino, entramos em um consenso ao falar sobre seu talento.

Porém, para que ele possa crescer no futebol, alguns conceitos em sua cabeça devem ser mudados - tanto dentro quanto fora de campo.

O termo mais famoso e que rende mais "puxões de orelha" a Neymar é a fama de cai-cai. De fato, ele se joga quando não é necessário. Porém, quanto a isso, sua melhora é nítida e evidente; mesmo assim, ainda está abaixo dos demais. (veja o vídeo abaixo e entenda melhor):



Ao mesmo tempo, o atacante é cobrado diversas vezes por menosprezar o adversário.

Ele não é bobo, assim como eu e você não somos. Todos sabemos que ele provoca mais do que o necessário. Coisa normal, de futebol.

Mas isso, para um jogador profissional, pode acabar tirando o foco. As vezes, é preferível você pensar em evoluir na tática e desempenhar seu papel dentro campo do que irritar o adversário.

O exemplo mais claro acontece quando ele para a bola na lateral e fica lá, passando o pé sobre ela. Por que não vai pra cima, em busca de uma rápida definição da jogada? O nome disso é de conhecimento geral para a maioria: objetividade. Ou em seu caso, a falta dela.

Resumo da ópera: jogadores ordinários temos muitos. Ele, no entanto, é diferente, privilegiado. Pode e deve usar e abusar desse talento. Para que a Seleção Brasileira atue melhor, seu desempenho é fundamental. Portanto, Neymar, deixe um pouco a marra de lado. Tire o foco de como pentear o cabelo e pense somente no futebol. Na maioria das vezes, ela não é necessária.

Com seu talento, seremos campeões do mundo! E digo mais: Neymar será o craque da Copa! Mas para isso, é necessário evoluir. Comece a partir de já.

25 de mar de 2013

A culpa é do calendário


Ser jogador hoje em dia está longe de ser fácil...

Pare e pense no calendário dos times brasileiros: Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Fluminense, entre outros, por exemplo, entrarão na disputa de, no mínimo, 6 campeonatos diferentes ao longo de 2013.

A junção dessas 6 competições levará os clubes a jogarem, na maioria das vezes, as rodadas às quartas e domingos de forma consecutiva. Como se não bastasse, ainda estão presentes na rotina diária dos atletas os treinamentos diários. É algo fora do normal. Vai até contra a capacidade de qualquer ser humano de aguentar tanto esforço físico.

Como reflexo dessa maratona, muitos jogadores estão se lesionando. Só hoje, Cássio e Renato Augusto tiveram de sair mais cedo de campo; claro, decorrente da grande quantidade de partidas e treinamentos em série.

Logo, é necessário que o calendário diminua. A começar pelo Paulistão, que de bom não tem quase nada. É importante para os times do interior, isso é evidente, mas é necessário criar com urgência uma fórmula que faça com que os grandes da capital, justamente os que disputam muitas competições simultaneamente, joguem menos partidas. 

Sugiro que as equipes do interior disputem os pontos corridos normalmente, classificando-se os quatro primeiros. Definidas as equipes, os grandes entram no mata-mata. Afinal, alguém tem dúvida de que os quatro quase sempre se classificarão na fórmula de hoje em dia?

Outra competição que deve ser carta fora do baralho é a Copa do Brasil. A nova fórmula desse ano faz com que os clubes da Libertadores também participem da disputa. Totalmente desnecessário, visto que o torneio é justamente um caminho para chegar à competição sul-americana.

A menos que a CBF queira ver a maioria de seus jogadores lesionados e, portanto, fora das competições internacionais, uma reformulação do calendário do futebol brasileiro é fundamental e urgente. Fica a dica.

21 de mar de 2013

Pra não ficar monótono...

(antes que comecem a ler o post, vejam esse link aqui para entenderem o meu texto: http://oglobo.globo.com/educacao/enem-2012-estudante-escreve-receita-de-miojo-na-redacao-recebe-nota-560-7877681)

Vamos ser sinceros: quarta-feira sem Libertadores é bem chato.

Corinthians e São Paulo hoje empataram e venceram , respectivamente, suas partidas. Dois jogos bem entediantes, com um fraco nível técnico. Estavam desconcentrados.

Mas pro texto não ficar monótono, vou ensinar a preparar um bolo. Não vai ser qualquer um, não. Vai ser de chocolate, porque é mais legal. Pegue umas xícaras de farinha de trigo, de açuçar, leite, chocolate em pó, e uns ovos. Misture bem, coloque em um prato qualquer e espere. Dali 40 minutos, sairá da forma um digníssimo bolo de chocolate. Leva mais tempo do que o miojo, por exemplo, mas vale a pena.


Uma boa solução para o fim da chatice dos Campeonatos Estaduais é uma mudança drástica. É difícil se pensar em algo que realmente faça diferença, mas tem que mudar. Isso é fato. Do jeito que está, não dá.

19 de mar de 2013

Por quem chora, Luis Fabiano?


Ele está triste, coitado.

Está triste porque a equipe não joga bem, e não convence.

Está triste porque a torcida cobra e protesta.

Está triste porque seu time está a um triz de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores.

Ele está triste porque o São Paulo passa por uma crise.

E não comemora gol porque está triste, ué...

Mal sabe ele que uma boa parcela desse momento de turbulência que passa o São Paulo vem dele próprio e de seus amigos estrelinhas de elenco. 

Porque foi expulso, porque não comparece quando o time realmente precisa, porque causa atrito entre os jogadores, causa confusão, etc. Mas ele está triste, coitado... deixa ele!

15 de mar de 2013

Habemus Libertadoris


Comecei a competição dizendo que essa Libertadores seria moleza. Ousei ao afirmar que todos os brasileiros passariam com facilidade, e que a disputa seria quase um Brasil x Brasil.

Errei. Esqueci que o torneio em questão era a própria Libertadores da América. Ali mesmo os mais fracos são pedreiras. Você tem que entrar ligado com qualquer que seja o adversário - mesmo contra uma equipe que foi goleada por outra brasileira dentro de casa.

Esse foi o caso do São Paulo nesta quinta-feira à noite. A equipe já havia empatado a primeira partida contra o Arsenal de Sarandí - que levou um 5 a 2 dentro de casa do Atlético Mineiro - e precisava da vitória. Perdeu, e agora corre sério riscos de ser eliminado. Para uma equipe que entrou favorita, é no mínimo decepcionante.


Um dia antes, o Corinthians enfim estreava na Libertadores com a força de atual campeão. Os três primeiros jogos podem até ser desconsiderados - pela morte do Kevin, pela altíssima altitude e, por fim, pela grama sintética. Nada que justificasse, no entanto. Isso aí é Libertadores.

Agora, portanto, começou para valer. Brasileiros correm riscos de serem eliminados, contrariando a minha tese. É como se estivéssemos em um conclave, à espera de um papa que tornasse as coisas mais claras. Agora sim, Habemus Libertadoris!

12 de mar de 2013

Uma briga com gosto de vice


São em momentos como esse, o da briga entre Bernardo e Carlos Alberto, na final da Taça Guanabara, que a fama de "Vice da Gama" é justificada. É impossível formar um time campeão quando cenas como essa são vistas dentro de campo.

Um bom clima no elenco é essencial para o sucesso. Se você discute até com o seu próprio companheiro, imagina com o adversário?

Entendo que os dois estavam em um momento de cabeça quente, já que disputavam uma final, mas nada justifica. Fica como prova de que a equipe estava desestruturada e, de fato, não merecia o título.

E não adianta reclamação por parte dos vascaínos. Não teve azar ou nada do tipo.

Se existe essa sina de ser vice, é por algum motivo. E nesse caso, a imagem vale mais do que mil palavras.

9 de mar de 2013

Uma vez imaturo, sempre imaturo


O processo natural da vida é amadurecer com o tempo. Ou seja, quanta mais experiência de vida você tem, mais maduro você será. Alguns demoram mais que os outros, isso é fato.

No entanto, existe uma pessoa em especial, no futebol brasileiro, para quem a idade e a alta quilometragem dentro dos gramados não significa nada. Se a pessoa está fadada a ser imatura para o resto da vida, assim será. É o caso de Luis Fabiano.

A cada expulsão, a cada discussão, ele promete melhorar. Diz que vai se esforçar, vai se acalmar e que o fato não se repetirá. As vezes se faz de vítima, diz que vai abandonar a carreira, mas não adianta.

Seu histórico é notório: ele já foi expulso diversas vezes. As mais recentes e que chamaram mais atenção aconteceram na final da sul- Americana e quarta passada na partida contra o Arsenal de Sarandí, no Pacaembu; nesse jogo, o atacante conseguiu o feito - inédito! - de ser expulso depois de o juiz dar o apito final.

Sua qualidade com a bola nos pés é inquestionável. Ele faz muito gol, e isso ninguém tem dúvida, embora tenha forte tendência a sumir em jogos importantes. Em outras palavras, ele "pipoca"

Infelizmente, mesmo que queira ou siga tentando, essas características dificilmente sairão de Luis Fabiano. Afinal, idade ele tem de sobra, e já já sua carreira acaba. Ele vai seguir, como sempre, dizendo que vai melhorar e que vai se acalmar. Tudo bobagem.

Uma vez imaturo, sempre imaturo.


5 de mar de 2013

Juiz x professor


O juiz entra em campo. Pressionado, como deve ser, e como não pode deixar de ser. A tarefa é difícil. Afinal, comandar 22 marmanjos que correm atrás de uma bola não é para qualquer um.

O professor abre a porta da sala de aula e se depara com o mesmo número de pessoas; dessa vez, no entanto, são 22 alunos inquietos e pulando antes da aula começar. Ele tenta colocar ordem e pede para que todos se sentem.

O juiz, então, ordena que todos os jogadores se posicionem e dá início a partida. O professor começa a aula. Conseguem, enfim, um breve momento de sossego.

Aparece a primeira falta duvidosa. Na escola, um aluno se dispersa. Ambos chamam a atenção, porém, dessa vez, ainda sem punições.

Segunda falta. Advertência dos dois, juiz e professor, porém só oral. Tentam ganhá-los no papo. O aluno, no caso, voltou a se comportar mal.

Terceira falta e a gota d' água. Uma pequena briga, tanto no campo quanto na escola, dão margem a discussão. Companheiros de time e amigos da escola tentam defender seus colegas do gramado e das carteiras. Em vão. O juiz e o professor estão decididos do que irão fazer: expulsá-los.

A confusão se instala. Conseguem, de certo modo, apaziguar o ambiente. 

O jogo e a aula enfim acabam. Na partida de futebol, a expulsão interferiu totalmente no placar final. Na escola, os alunos clamam por perdão e alegam injustiça com o amigo posto para fora.

Alguns dias depois, lá estão eles, aluno e jogador, sendo julgados. O primeiro se encontra na sala da direção. O outro aguarda a definição do juiz - esse não o de futebol, mas o de Direito.


A punição é quase a mesma: ambos estarão 2 dias - ou jogos - impossibilitados de passar pela vida cotidiana de sempre. A pena dá margem a discussão. Afinal, argumentam seus colegas, "não foram eles que começaram." Mas agora já foi.

Vida que segue. A equipe perde as duas partidas sem o seu principal craque e o restante dos alunos têm que conviver com a ausência do punido. Tudo isso em decorrência da decisão do juiz e do professor, muito semelhantes.

Os dois "rebeldes" (se não estão cumprindo as leis - no caso de não cometer faltas e não discutir dentro de uma sala de aula, por que não os chamar assim? ) voltam, enfim, para seus deveres. Na próxima partida, o jogador marca dois gols, provoca, mas não discute. O aluno, da mesma maneira, se comporta melhor. A intenção da punição, aquela imposta pelo juiz e pelo professor, é essa.

A comparação entre um jogador e um aluno é real. Ambos ainda estão em um processo de amadurecimento. Sabem que a briga, mesmo que pequena, levará a consequências. Mas mesmo assim agem dessa maneira. Por serem estrelinhas ou populares da sala, acreditam que a eles nada acontecerá.
Enganam-se profundamente. O juiz e o professor nada tem que ver com quem eles são. Estão ali para cumprir ordens e fazer seu trabalho. Podem, sim, errar - e acontece.

 Se os dois imaturos também erraram, ao entrarem em uma discussão ou por cometerem uma falta, por que o juiz também não pode?

3 de mar de 2013

Festa sem gente



O Rio de Janeiro e o Brasil, de modo geral, são mundialmente conhecidos pela sua alegria no jeito de viver. A Cidade Maravilhosa é frequentemente citada como a capital mundial da felicidade, do Carnaval e do samba, e do futebol.

No Carnaval, a festa é completa. A "torcida" sempre está presente e enche o sambódromo de gente. A felicidade predomina onde o foco principal é o samba.

No futebol, a tendência é ser a mesma coisa: estádios lotados e alegria vindo das arquibancadas. No Rio, porém, parece que falta algo para que a torcida realmente se anime e lote os estádios.

A média de público dificilmente passa dos 5 mil presentes e, mesmo que em clássicos, a torcida não comparece em massa. Ontem e hoje, por exemplo, nas semi-finais da Taça Guanabara, os jogos tiveram cerca de 15 e 17 mil presentes, respectivamente. Para ter uma ideia, em Belém, na final entre Paysandu e Remo, marcaram presença 40 mil pessoas.

Os cariocas alegam a distância do Engenhão para o centro da cidade e o preço dos ingressos. Na realidade, pouco importa. Fanático que é fanático dá sempre um jeitinho e vai prestigiar seu time de coração. Não estou dizendo, de forma alguma, que os torcedores cariocas não sejam fanáticos. Mas que falta gente, falta.

Muito da pouca quantidade de público vem da péssima organização dos Campeonatos Estaduais, que enche a tabela de jogos sem importância. Apesar disso, não é justificativa. A maior prova que dá para colocar um bom público em jogos "pequenos" é o Corinthians, que tem em média 25 mil pessoas por jogo no Paulistão.

Se o Flamengo é detentor da maior torcida do mundo, deixa - e muito - a desejar em média de público. Nesse caso, é possível generalizar: as torcidas do Rio de Janeiro não estão comparecendo.

Uma lástima para uma cidade tão rica em termos de folia. Afinal, futebol também é festa. E festa sem gente, não é nada.