"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

26 de jun de 2013

"Nenhum passo para trás!"


Eu sei que esse é um blog de futebol, mas com tudo que está acontecendo no Brasil, fica difícil focar no esporte. Talvez, mais pra frente, eu possa transformar o Redonda em uma página que abranja esportes e também política... veremos.

O texto abaixo é fruto de uma compilação de ideias e resultado de várias leituras e conversas:

“Nenhum passo para trás!”

Tenho 14 anos e estou criando, aos poucos, a minha formação ideológica. Sei que ainda tenho muita, mas muita coisa para aprender.

Se o seu argumento, no entanto, começar com a tese de que você viveu mais do que eu e, portanto, sabe mais dos problemas da vida, já paro por aqui. A discussão com certeza não será válida.

A maneira que eu penso se deve muito a posição política de minha família. Ouço com muita atenção tudo o que me dizem e procuro sempre refletir a respeito. "Concordo ou não concordo?" Se não concordasse, com certeza absoluta contestaria o meu pai (como faço em casos mais cotidianos).

Acontece, porém, que a grande maioria do que me dizem é o que de fato penso. Basicamente, os ideais dos meus parentes são de parar de olhar só para o umbigo e pensar nos outros que não estão ao nosso redor. É no que eu acredito, e no que todos deveriam acreditar.

Mas, infelizmente, não são todos que pensam dessa maneira. E talvez por isso, encontrem nos atuais protestos formas de criticar, direta ou indiretamente, o Governo Federal.

Tem que ser cego para não perceber que o Brasil está em uma crescente e que milhões de pessoas estão progredindo na vida. Pra quem discorda desses "argumentos superficiais", vamos aos fatos: a Dilma vem, desde 2010, tentando colocar em prática o uso de 100% do petróleo adquirido do pré-sal para a educação, tentando implantar o PAC da mobilidade (que melhora os serviços públicos), tirando os impostos da cesta básica, diminuindo a conta de energia, implantando os UPAs, construindo milhares de residências, fornecendo pleno emprego à população e, por fim, retirando MILHÕES de pessoas da miséria.

Tudo isso listado acima não depende de você gostar ou não do PT. É fato. Aconteceu. Ainda que ainda existam muitos problemas, e a pobreza é uma faceta terrível do Brasil, os avanços são notáveis

Simultaneamente, concordo e apoio 100% os protestos. Vivemos em uma democracia, então QUALQUER tipo de manifestação é válida, seja ela contra partido A ou contra partido B. Porém, em meio a essas manifestações, muitos erros estão sendo cometidos.

O primeiro deles é o vandalismo. Por mais que venha de uma minoria - e de fato vem -, ele não pode ocorrer. O que vimos no Palácio do Itamaraty, por exemplo, foi um absurdo.

O outro é proibir e agredir os manifestantes que portam bandeiras de seus partidos políticos. Se estão lá brigando e usufruindo da democracia que lhes é concebida, qual o sentido de agir dessa maneira com as pessoas?

Acho legítimo não se identificar com partidos, mas querer expulsá-los de manifestações populares sem líderes é fascismo! Acho legítimo gritar que não se identifica com nenhum dos partidos disponíveis, mas querer o monopólio do grito é totalitarismo! E há que existir coerência: se você se chama de "apartidário", mas ataca apenas um dos grandes partidos ou políticos que se opõem, desculpe-me, você tem partido sim!

É preciso, sobretudo, entender que o melhor jeito de resolver as coisas ainda é o voto. Se querem protestar, que saibamos escolher antes os políticos corretos nas urnas - e saibamos também respeitar a escolha da maioria. Entendo que não queiram representar nenhum partido, mas ano que vem faremos o quê? Escolheremos presidente por enquete via Facebook?

O movimento começou justíssimo e com causas muito nobres. O que se viu, de início, foi um protesto contra o aumento das tarifas e, logo em seguida, contra a repressão policial - motivo pelo qual estive presente na última segunda-feira numa das manifestações.

No entanto, os protestos estão se tornando em algo muito duvidoso e sendo usados por reacionários para promover ações contra o governo petista - justamente o que propiciou as mudanças listadas alguns parágrafos acima. Essa modificação fica evidente no comportamento da TV Globo. No começo, quando o motivo era somente a tarifa do ônibus, os manifestantes eram taxados como vândalos. Quando foram levantadas as bandeiras de "Fora Dilma", "Abaixo a PEC 37", "Bolsa Miséria” e "Morte aos Mensaleiros" – sim, vi cartazes com esses dizeres na rua - porém, o discurso mudou.

E essas pessoas, olha só que coincidência, que defendem o apartidarismo - e que se escondem atrás de máscaras conservadoras -, são os primeiros a criticar, diretamente, o Lula, a pedir pena de morte aos "mensaleiros" e, consequentemente, prejudicar um governo que tem um saldo muito positivo.

Esses mesmos ainda pensam que são apartidários, quando de fato não são. Ao colocar as máscaras do grupo Anonymous, conjunto que pouco defende o direito dos pobres e das minorias, estão, novamente, se encobrindo atrás de ideias mentirosas e genéricas.

Agora, para os que pensam que estão lá a favor das minorias, que tirem seus pés da avenida Paulista imediatamente. Tudo isso vai acabar em profundas consequências contra o governo de Dilma, justamente o que privilegia essas minorias. Prova é que muitos acreditaram, em um certo momento, na queda da presidenta e que fez com que ela reforçasse, em rede nacional, o que já havia dito anteriormente - mas que, na época, ninguém deu bola.

Dentro dos protestos, ainda clamavam por uma imediata reforma política e diziam que a nossa presidenta não abria diálogos. O que se viu na última semana foi rigorosamente o contrário: a Dilma falou em público, deu explicações e ofereceu projetos e, por fim, estabeleceu uma proposta de plebiscito para que seja votada a possibilidade da Assembleia Constituinte com o foco em uma reforma política. A oposição, claro, não gostou. Apoia o povo na rua pra "mudar tudo", desde que nada mude. Coerente, né?!

Não vou me omitir e dizer que o PT não precisa de uma reforma. Precisa, sim, já que anos de poder criam obstáculos e dificuldades. E você pode ter certeza que o Governo vai estar aberto para diálogos - afinal, vivemos em uma democracia. O povo tem voz e isso foi mais do que confirmado nas últimas semanas.

Sugiro um novo movimento imediato, em contrapartida ao que esse está se tornando: que tal parar para pensar e reverenciar e reconhecer o que está sendo feito, há anos, pelo Governo? O Brasil está longe de ser perfeito, mas caminhamos para isso. Como bem apresentou meu tio Breno Altman, "Nenhum passo para trás" é a bandeira que devemos defender.

13 de jun de 2013

NOTA

Em meio aos recentes protestos e a grande repressão policial, ficou difícil pensar sobre futebol.

Com o início da Copa das Confederações, porém, o ritmo voltará ao normal.

Valeu!

8 de jun de 2013

A falta da voz


Qualquer manifestação contra alguma coisa é válida. Vivemos em um país livre e democrático, portanto qualquer rebeldia, desde que civilizada, é permitida.

Quarta-feira o São Paulo recebeu o Goiás no Morumbi e saiu derrotado por 1 a 0. A torcida chiou, reclamou, e pediu a volta de Muricy no comando são-paulino.

Concordo com as críticas, já que o ano de 2013 para a equipe tricolor tem sido péssimo. Duas eliminações, pouco futebol e vitórias convincentes contadas no dedo.

No entanto, não acho justa, de maneira alguma, a reclamação por parte dos torcedores são-paulinos. A partir do momento que existe uma reivindicação, pressupõe-se que a torcida está fazendo sua parte. Mas todos sabemos que não está.

O público no Morumbi, nas duas primeiras partidas do Brasileirão, foi de cerca de 8 mil pessoas. Pra quem tanto argumenta e esbraveja, a média é muito pequena. Se reclamam, têm que mostrar que eles estão cumprindo suas responsabilidades - diferentemente dos jogadores, porque estes sim, ao menos tem mostrado dedicação.

O papel do jogador é jogar. Do torcedor, torcer. Será que a torcida são-paulina está na condição de fazer alguma crítica? Acho que não.

4 de jun de 2013

A seleção que precisamos

Em menos de um mês o Brasil fará sua primeira partida na Copa das Confederações. Ainda pouco entrosada, a seleção busca sua formação ideal.
Felipão parece estar tentando mas, ao meu ver, não está agindo certo. Está colocando jogadores fora de posição e não está aproveitando o bom plantel que tem em mãos.

Eis aqui, portanto, o que considero a escalação ideal para o Brasil nessa Copa que definirá o rumo da seleção nos próximos anos:


Começo com Julio Cesar que, apesar da má fase, é o que passa mais confiança dentre os três selecionados. No quarteto defensivo, Daniel Alves, Thiago Silva, Dante e Marcelo são as minhas opções.

Na dupla de volantes é que existe a maior modificação. Felipão argumenta que um volante de marcação é fundamental para o sucesso da equipe. Então, ao invés de Fernando ou Luiz Gustavo, opto por David Luiz. O jogador do Chelsea tem muita qualidade na saída de jogo e sua marcação dispensa comentários; Paulinho faz companhia a ele.

O quarteto ofensivo é formado por Oscar, Neymar, Lucas e Fred, dando enfim a velocidade que essa seleção tanto precisa.

Se Luiz Felipe Scolari está pretendendo o título da competição, é necessário que haja mudanças em nossa escalação. Não falta, de maneira alguma, talento - só é preciso saber usá-lo.

31 de mai de 2013

Estrela de campeão


(leia imaginando que um narrador de rádio é quem está proferindo as seguintes frases)

"Quarenta e seis do segundo tempo.

O Galo vai se garantindo na semi-final da Libertadores. O Atlético-Mineiro vai poder, enfim, soltar o grito que está entalado lá dentro. O jogo foi tenso, acirrado, mas a equipe mineira arrancou o empate que já é suficiente para a classificação.

Mas ainda faltam dois minutos. Bola enfiada na área... opa, peraí! O juiz assinala pênalti em cima do jogador do Tijuana! O zagueiro atropelou seu adversário! Não há nem margem para discussão: a falta foi claríssima!! PÊNALTI DECISIVO PARA O TIJUANA!!

A torcida se cala no Estádio Independência... a eliminação está muito, mas muito, próxima! Basta para a equipe mexicana converter o penal que ela se garante nas semi-finais. O desespero toma conta dos 20 mil presentes.

Riascos contra Victor; Victor contra Riascos. O juiz apitou. Partiu para a bola o atacante, chutou... "

O resto da história vocês já sabem.

Parabéns, Atlético, pela bonita hístória que vai se desenhando durante a Libertadores de 2013. O time, assim como o Corinthians em 2012, possui estrela.

Depois do que aconteceu ontem, o título dificilmente sairá de suas mãos. Podem ir se preparando: daqui alguns meses o grito de campeão será ecoado.

26 de mai de 2013

A poesia de Neymar


Foi muito bom enquanto durou.

E, graças a você, Neymar, muita coisa mudou: os dribles tomaram conta do Brasil, como no passado, quando tínhamos Garrincha; a alegria em um time de futebol foi resgatada, como Ronaldinho fizera mais cedo; voltamos, depois de tantas tentativas frustradas, a assistir um grande craque, tal qual foi Pelé, jogando em nosso país.

E mais do que isso, você foi o responsável por muita diversão e muitos sorrisos no rosto de qualquer amante do futebol. No entanto, você foi, ao mesmo tempo, o cara que causou ódio e inveja em tantos outros.

Mas essa inveja não foi por pouca coisa, não. Ela foi gerada porque queriam te ver no seu clube. Como sofriam em suas mãos, tentavam diminuir suas qualidades, raras e invejáveis.

Criticaram, colocaram defeitos - que de fato existiam -, mas, no fundo, só queriam ter você ao lado.

Hoje você saiu. E amanhã, todas essas críticas irão embora. Você será, enfim, reverenciado e aplaudido como sempre mereceu. Dessa vez, não só pela torcida do Santos, mas por todo o Brasil.

Hoje, Neymar, você partirá imaturo. Mas voltará com outra cabeça.

Sairá feliz. Retornará extasiado, cheio de histórias pra contar.

Fará falta. Mas ficaremos feliz por, enfim, poder torcer, declaradamente, pelo seu futebol.

E se por acaso você parar pra pensar nisso, lembre-se: sua decisão foi acertada.

Vá, Neymar! Mas, por favor, volte, como você mesmo escreveu emocionado no espelho do vestiário na Vila Belmiro. Volte, e, dessa vez, melhor do mundo. Lembrando o que escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, craque das palavras, "vai, Neymar, ser gauche na vida".

22 de mai de 2013

O sério futebol de brincadeira


(texto originalmente publicado no Blog do Torcedor, do GloboEsporte.com. Aqui o link: http://globoesporte.globo.com/sp/torcedor-corinthians/platb/2013/05/22/cartola-fc-1-a-liga-do-blog-e-apresentacao-do-cartoleiro/)

Já é tradição: o Brasileirão tem seu início, as especulações sobre as possíveis transferências aumentam, mas a principal distração vem do Cartola FC.

Para quem não sabe, o fantasy faz com que você se torne o técnico de uma equipe de futebol. Nesse time o administrador tem o direito de comprar jogadores de qualquer outro time pertencentes à Serie A e juntá-los sob a mesma custódia – no caso, a sua. No final de cada rodada, confere-se os pontos obtidos por cada integrante de sua equipe de acordo com o seu desempenho na vida real e esses pontos são somados para que se obtenha um placar final. O jogo vai se desenrolando a cada rodada e seu time pode se valorizar, em caso de bons resultados, ou perder dinheiro, caso as coisas estejam indo de mal a pior.

Então, para quem está pensando em começar ou até mesmo para quem já é experiente, seguem importantes dicas para pegar o jeito da coisa:

- Procure sempre o bom e barato. As vezes esses jogadores podem render muito mais pontos do que os craques renomados – e que, portanto, são caros.

- Sempre escale seu time de acordo com o atual desempenho do atleta na vida real. Se o jogador x está em uma boa fase, não deixe de colocá-lo no seu time!

- Nunca esqueça de verificar contra quem o time de seu jogador está atuando e se é dentro ou fora de casa. Por exemplo: se você quer um atacante que tenha tendência a marcar gols na rodada, escolha um que está jogando como mandante, já que, nesse caso, a equipe com a torcida a favor sempre – ou quase sempre – ataca mais. No caso da escolha de um defensor ou de um goleiro, pense que sua equipe, ao jogar fora de casa, receberá mais perigo e eles serão, portanto, mais exigidos.

-Por fim, escale seu time em todas as rodadas. Se você quer de fato obter uma boa pontuação geral e, por ventura, ganhar prêmios, é necessário não deixar seu time na mão.

No começo pode parecer meio complicado, mas depois você vai pegando o jeito. 

Aproveite o Cartola FC porque ele é de fato muito divertido, mas não deixe de torcer para o seu clube de coração, hein?!

20 de mai de 2013

Justiça seja feita


É muito aliviante saber que ainda existe justiça no futebol. Por mais que a injustiça seja, em muitas vezes, mais frequente no futebol, entender que o mérito existe é algo gratificante.

É bom saber que existem equipes que são derrotadas, eliminadas, mas que não perdem a motivação.

É incrível saber que existe um time que, mesmo eliminado, não perde a elegância e não é desleal.

É impressionante ver uma equipe, com a mesma base por um grande período, conquistar 3 títulos a cada 8 meses, em média.

É esplêndido perceber que existe um elenco no Brasil no qual a união estabelece-se como seu maior trunfo.

É aliviante, é bom, é incrível, é impressionante, é esplêndido saber que quatro dias depois da injusta eliminação, o Corinthians foi campeão paulista.

Parabéns Tite e companhia, pelo extraordinário trabalho nessa equipe que hoje é referência mundial.


16 de mai de 2013

Nunca serão!



O Corinthians cresceu, amadureceu. Hoje é referência em diversos aspectos, tanto dentro quanto fora de campo. Mas nessa infeliz noite, foi eliminado. Mesmo assim, não foi nada capaz de mudar seu desenvolvimento. O Timão está em uma crescente, está mudado.

Já a torcida não. Essa continua a mesmíssima de sempre.

Aos 48 do segundo tempo, o jogo teve seu fim e a torcida viu a eliminação ser concretizada. O que se esperar de uma equipe comum? Barbada: vaias, xingamentos, ameaças, etc...

Agora repense sua pergunta: o que se esperar da torcida do Corinthians?

Isso chega até a ser óbvio... esqueceram que nessa República a coisa é diferente. Os que deviam estar chorando, cantaram. Aqueles que em tese estariam exigindo providências, aplaudiram.

A festa foi igualmente proporcional nas vitórias costumeiras do ano passado e nessa derrota de 2013. Pra quem não sabia o que estava acontecendo no Paulo Machado de Carvalho, era plausível imaginar que a equipe tinha sido campeã.

E, na realidade, a Fiel não fez mais do que justificar seu nome e acompanhou o time. Como sempre ocorreu, eles caíram juntos, foram eliminados, ganharam títulos e, hoje, perderam juntos.


Acontece que essa torcida é fora do normal. É rara, é única, é especial. 

Não gostaria de privar somente alguns leitores do blog, mas isso se torna necessário nessa ocasião: só quem é Corinthians sabe o sentimento de torcer enlouquecidamente por algum time.

Os erros de arbitragem? Apesar de terem influenciado o placar, pouco importam. A festa que o bando de loucos fez ontem é pra fazer com que os rivais repensem suas atitudes como torcedor.

Mas por mais que tentem e até se aproximem dessa fanática torcida, o meu recado é um só: nunca, jamais serão!

13 de mai de 2013

O peso nas costas de Ronaldinho Gaúcho - e ele aguenta


Chegado o momento da convocação para a Copa das Confederações, é necessário refletir.

Já fomos a melhor seleção do mundo - hoje, ocupamos a 19° posição do ranking da FIFA. Não jogamos como jogávamos, não vencemos como vencíamos e, infelizmente, essa é a nossa dura realidade.

Mas a Copa do Mundo está aí. Nesse mesmo mês, daqui um ano, estaremos em fase final para o início da competição. Então, se a seleção está assim nesse momento, assim será em 2014. Não há mais tempo para qualquer tipo de mudança.

Embora sem contar com uma seleção digna do que o Brasil merece, podemos melhorar a situação e brigar pelo título. A começar pela convocação de amanhã, que certamente definirá o futuro de muitos jogadores.

Pense comigo: hoje somos dependentes de Neymar na seleção. É incabível colocar esse tipo de responsabilidade nas costas de um garoto de 21 anos. Uma Copa do Mundo, a menos que você seja o Pelé, não foi criada para ser resolvida por um garoto com tanta imaturidade.

Por isso, é de extrema importância que algum medalhão seja convocado. Mais do que estar na lista, ele tem que estar presente nos 11 titulares.

Esse nome pra mim está muito claro: Ronaldinho Gaúcho.

Se for para colocar a responsabilidade em alguém, que seja nele. Seu futebol na seleção é, sim, hoje, discutível, mas ele é craque de bola. Não existe comparação entre Ronaldinho e o Neymar, o Ganso, Lucas, qualquer um. O R10 é único. Quando de fato joga, transborda futebol.

E se ele ainda não apareceu tanto na seleção, tenho certeza de que esse será o momento. Ele nunca se viu em uma situação onde ele era o principal responsável. Lidará com isso pela primeira vez e não tenho dúvida que corresponderá.

Basta implantar na seleção o modo de jogar no qual ele é referência: a alegria. Com o time contente, jogando com o tesão que esses torneios merecem, será muito difícil nos conter. Nosso diferencial sempre foi esse, então por que parar agora?

Existe um nome capaz de levar o título para a Seleção. Tirem o peso das costas de Neymar e ponham em Ronaldinho Gaúcho. Ele sabe o que faz.


OBS: Contrariando todas as minhas expectativas, o Felipão não chamou o Ronaldinho. Alguns não acharam uma surpresa. Eu achei burrice. Começamos mal.

10 de mai de 2013

Pelo bem do futebol brasileiro


Já vim aqui criticar o São Paulo em alguns posts.

Hoje seria o dia de mais uma crítica, essa a maior de todas.

Mas não.

Dessa vez, prefiro reverenciar e elogiar a equipe do Atlético Mineiro, que está dando show na Libertadores.

Provavelmente tem o futebol mais bonito do Brasil e, sem sombra de duvida, o mais ofensivo. É uma equipe MUITO veloz e extremamente difícil de ser vencida.

É fato que o Corinthians é o campeão mundial, mas os demais rivais estão no momento de tentativa de equiparar o futebol dos mineiros. Hoje em dia, é a equipe a ser batida.

Mas para que tudo se concretize, o Galo tem que ultrapassar o maior dos adversários: ele próprio.

Em primeiro lugar, os atleticanos não podem cair na soberba - o que seria normal depois de uma goleada como o 4 x 1 de quarta-feira passada. Fora isso, ainda têm que vencer a fama de "amarelões".

O primeiro passo já foi dado, e com louvor. Resta saber se haverá continuidade no trabalho e se eles não se perderão no meio do caminho.

Quem sabe, com o exemplo do Atlético, resgatamos o futebol arte na seleção brasileira. Se essa equipe for vencedora de títulos, deixará mais claro que o melhor futebol sempre prevalece.

Portanto, a torcida de qualquer brasileiro - que não o seu clube, obviamente -, deveria ser pelo time comandado por Cuca. Por um futebol mais bonito, mais ofensivo, mais brasileiro, Atlético campeão! E sem medo de ser feliz!

6 de mai de 2013

Novos ares para o São Paulo


Eu sei que vai parecer parcial, vai ter gente que não vai gostar, vai chiar, mas tudo bem. Depois eu assumo as consequências.

Existem dois personagens no mundo do futebol dos quais tenho pouca simpatia. Torço contra sempre, me irritam, e faço questão de que percam. Pode ser maldade, mas não vou ser hipócrita e dizer que não penso dessa maneira.

Os dois são do São Paulo - por isso o motivo de pensarem na parcialidade. Mas sem pudores, vou dizer: são eles o Rogério Ceni e o Luis Fabiano.

Há que se respeitar a trajetória do goleiro no São Paulo. Não é qualquer um que fica tantos anos na equipe, e isso todos têm que admirar. No entanto, me desagrada a forma que ele se porta dentro e fora de campo.

Se tem uma brecha, ele reclama. Faz escândalo e, se erra, não admite a derrota. Pensa ser melhor do que seus companheiros de campo, causa intrigas com o técnico, quer escalar o time. Posso, sim, estar julgando errado, mas, em outras palavras, penso que ele é muito metido.

Seu companheiro Luis Fabiano não fica atrás. Reclama muito, joga sujo, fora o fato de sumir em partidas importantes - mas no contexto em que digo tudo isso, não é muito correto citar esse tópico.

Ontem o primeiro se adiantou na cobrança de pênalti e o segundo perdeu o penal. Não entendi a adiantada muito exagerada do Ceni, mas acontece. Normal.

Mesmo assim, me incomodou muito - novamente -, a ironia dos dois após o final da partida. Ambos saíram para reclamar com o juiz, como de costume, em represália ao seu trabalho. Por que ao invés de xingarem, Ceni não defendeu o pênalti de forma legal e Luis Fabiano não converteu o seu?

Antes de mais nada, está na hora do São Paulo rever seu contrato com o atacante. Ele pouco produz e de importante na história do clube, não tem nada. Se ganhou, não teve nenhuma participação muito importante na trajetória - função para qual ele foi contratado.

Quanto ao Ceni, aposentadoria já seria uma boa. Não pelos motivos citados acima, mas penso que um cargo na diretoria lhe caberia melhor. Se referindo ao time como "vocês" e não como "nós", não é isso que ele tanto quer?

O São Paulo precisa respirar novos ares. Os dois citados acima fazem, sim, parte da história são-paulina. Mas por que não começar outra, de uma forma diferente e com pessoas um pouco mais dignas quanto ao comportamento?

4 de mai de 2013

De futebol e marxismo


Se tem alguma coisa que é capaz de acabar com diferenças sociais, étnicas, discernir ideais políticos e jogá-los no lixo, esse é o esporte.

Mais do que isso, ele é o grande responsável pela felicidade de muita gente. Sem ele, muitos perderiam esperança e até a graça de viver. É legítimo: hoje ele está, como sempre esteve, no cotidiano de todo mundo.

A variedade de modalidades é gigante. Temos esportes com bola, com bola pequena, grande, quase que invisível, temos sem ela, com luvas, etc. Portanto, pra você que é admirador, não há do que reclamar. A qualquer momento do dia, é possível sentar e apreciar o que o esporte fornece.

No entanto, existe uma modalidade que se destaca e é prioridade no mundo inteiro: o futebol. Não adianta discutir, elaborar ideias - mesmo que dignas e com bons argumentos - de que existe esporte mais apaixonante do que o jogado com a bola nos pés.

Duvido alguém me apresentar algum esporte em que o equilíbrio seja tão grande, mas tão grande, a ponto de deixar quase iguais as chances nas disputas entre equipes com supostas grandes diferenças técnicas.

O caso do Palmeiras deixa tudo mais explícito: a equipe, mesmo estando na segunda divisão, tem boas chances de passar de fase na Libertadores. Isso tudo ao mesmo tempo que foi eliminado no Paulistão e passa por uma crise, já que não está na elite do futebol brasileiro.

No entanto, ao pensar na trajetória do Verdão na competição, ninguém ousa afirmar que eles não são capazes de seguir adiante; muito pelo contrário: eles possuem inclusive mais chance que Corinthians e São Paulo, ambos pertencentes à primeira divisão.

E qual é a explicação para tudo isso? Não existe. É o futebol.

É o esporte que possibilita o sucesso repentino e o fracasso logo em seguida. As equipes não têm muito tempo para desfrutar de suas glórias, pois depois já estarão concentrados na próxima partida - que pode também ser decisiva.

Hoje, o Corinthians é campeão mundial. Amanhã pode ser eliminado no Paulistão e na quarta seguinte, da Libertadores.

E que os outros esportes sintam inveja, porque só o futebol proporciona coisas como essa.

Isso tudo é pensado em você, torcedor. É para que o seu time, mesmo em má fase, possa se recuperar - e você, voltar a sorrir.

Parabéns futebol, por estar há mais de 100 anos mobilizando o mundo.

E por que escrevi esse texto? Porque amanhã é aniversário do Karl Marx.

O que isso tem a ver? Nada.

Mas o blog é meu, então vez ou outra escrevo algo que muita gente pode achar bobagem, mas não é - como o futebol.

29 de abr de 2013

O segredo do sucesso



Muitos dizem não entender a real fórmula do atual sucesso do Corinthians. Pois deveria ser de conhecimento geral que ele nasceu do sucesso de dois personagens: a Diretoria de Marketing e o Ronaldo Fenômeno.

Embora muitos achem que não, o próprio fato de ter caído para a segunda divisão já impulsionou a equipe. A partir dali, mantras como "Nunca vou te abandonar", a camisa roxa, dentre outras ações, foram determinantes para o sucesso da equipe.

Alguns anos depois da queda e da aplicação dos itens citados acima, Ronaldo chegou ao Corinthians. Consideraram apenas uma ação de marketing - e de fato a ideia foi essa - mas ele mostrou ser mais do que isso.

No entanto, a equipe cresceu muito em termos de visibilidade e mais jogadores passaram a querer vestir a camisa do Timão. A partir daí, o restante do percurso já virou história: o Corinthians se tornou campeão mundial.

Onde quero chegar com tudo isso? Simples.

O marketing é, hoje em dia, fundamental para o sucesso de qualquer equipe. Vide o exemplo do Santos: não tenho dúvida de que, quando chegar o momento do Neymar deixar o Brasil, a equipe alvinegra certamente sofrerá um bocado.

O contexto em que digo tudo isso toma forma na equipe do São Paulo. Ontem o time tricolor deu um gigante tiro no pé ao colocar em seus jogadores uma camisa inteira vermelha, quase rosa.


A fama da equipe - muitas vezes ou quase sempre de mau gosto e preconceituosa - é sabida por todos, então por que incentivar essa piada? Melhor: pra quê?

O tri-campeão mundial já foi ultrapassado pelo Corinthians nos ganhos financeiros faz anos, e se nada mudar, sofrerá com isso por bastante tempo. 

O momento de explorar a imagem do Lucas, por exemplo, já passou. Se a equipe voltar a ganhar títulos nesse ano, a fraca diretoria comandada por Juvenal Juvêncio tem que tirar proveito da situação - algo que não vimos nas últimas conquistas. 

É o caso, ao menos fora de campo, de beber um pouco da experiência corintiana.

25 de abr de 2013

A força da torcida brasileira - só que ao contrário


Ontem, na partida do Brasil, chegamos a uma situação no mínimo muito incômoda: Neymar, nossa maior esperança pra Copa, foi xingado, ao mesmo tempo que os jogadores sofreram com o "olé" que partiu da própria torcida brasileira.

Você, torcedor canarinho, com certeza deve estar insatisfeito com a equipe - que de fato não rende o esperado -, mas pense comigo: será que não é a hora de apoiar? Faltando cerca de 2 meses para a Copa das Confederações e com um time ainda não formado, não seria melhor mostrarmos que estamos juntos para batalhar por essa primeira conquista, atalho para 2014?

O que se viu ontem foi muito inapropriado. Não é de hoje que a seleção brasileira convive com pressão da torcida nos jogos realizados no Brasil e talvez por causa disso não consiga resultados.

As reclamações são, sim, válidas - afinal eles são, supostamente, os melhores do país pentacampeão - mas é necessário que se tenha um limite. Para qualquer jogador, ouvir as vaias de ontem deve ter sido um momento muito infeliz.

Os críticos argumentam que talvez possa sentir de incentivo para a seleção jogar mais. Penso eu: não é melhor incentivar com gritos a favor de nosso país? Cobrem raça, dedicação - nós temos esse direito -, mas reverenciar o adversário é o cúmulo do cúmulo.

Estamos em uma situação tão delicada que é cabível dizer que jogaremos quase como visitantes nas Copa das Confederações e do Mundo.

O primeiro pensamento de qualquer um no momento que ouviu que o Brasil sediaria essa competição foi um só: "teremos uma grande festa!" - fora, claro, as gigantescas contestações de nossa população muito patriota (só que ao contrário).

Hoje em dia é quase um martírio representar a Seleção Nacional; se xingam até Neymar, o que dirão de personagens como Marcos Rocha, Leandro, dentre outros?

Meu recado é claro: se você vai ao estádio, apoie. Se não, você tem todo o direito de criticar - mas em casa, nas redes sociais.

Vamos aproveitar esse privilégio que teremos ao sediar uma Copa do Mundo! Estamos no caminho contrário. Sem a torcida, a chance de fracassar cresce muito.

Incentive, torcedor! Seu apoio é FUNDAMENTAL. Mais até do que nosso jogador de moicano, VOCÊ pode fazer a diferença!

Por fim, que tenhamos mais momentos como esse de Belém (que foi injustamente sacado da Copa) nas partidas do Brasil:

24 de abr de 2013

Nova era


Fiquei pensando por um tempo em alguma justificativa para vir aqui e explicar o motivo dessas históricas goleadas sofridas pelo Barça e pelo Real.

Supus uma possível falta de adversários fortes para que as equipes fossem testadas, possíveis problemas de elenco, a má fase de determinados atletas, o fato de terem jogado fora de casa, erros de arbitragem, dentre outros fatores. Tudo em vão.

O fato é que as equipes alemãs - sobretudo essas duas semi-finalistas - ultrapassaram as espanholas.

Barcelona e Real Madrid possuem, certamente, muito mais dinheiro e infra-estrutura do que Bayern e Borussia. Aí entra o ponto que citei em um de meus textos de umas semanas atrás: isso não é tudo.

É certo que as equipes alemãs possuem muito mais dinheiro do que muitas de suas rivais, mas não é por isso que estão brilhando. Ambas são MUITO organizadas, possuem um bom treinador, estudioso, e, aparentemente, não apresentam problemas com as estrelas.

O Real muito possivelmente deve ter briga de egos. Afinal, não é em qualquer elenco que se tem Kaká no banco de reservas, por exemplo.

Lewandovski, o autor dos 4 gols alemães na partida de hoje, vale cerca de 6 milhões de euros. Para situar vocês, o Wesley, que agora está no Palmeiras, vale 8 milhões. Em suma: será que dinheiro é tudo isso? Resolve absolutamente tudo? Não - nem no mundo fora do futebol.

Muito possivelmente Wembley receberá, em maio, duas equipes alemãs para disputar a final. Não veremos, portanto, o tão sonhado clássico espanhol na finalíssima.

A Champions League, as TVs, todos perderão dinheiro com isso. No entanto, terão de se adaptar a esse novo cenário. Outras equipes que não Barcelona estão crescendo e isso não é de hoje. Os merengues e os catalães não são mais as equipes a serem batidas. Por ora, o melhor futebol do mundo é o alemão.

Mesmo que uma das equipes virem o placar - o que é bem difícil -, é fato que estamos no início de uma nova era - e que, a princípio, promete dominar a Europa por um bom tempo...

22 de abr de 2013

Muita água passou debaixo da ponte


Aquela sensação de que você já viu isso antes...

E, na realidade, viu mesmo!

Mal sabia você, corinthiano, que dali a exato um ano o Timão estaria jogando contra essa mesma equipe, a Ponte Preta - mas agora, campeã mundial.

Quem imaginava? Quando o Julio Cesar levou aquele frangaço, alguém imaginou o que estaria acontecendo um ano depois?

Agora, se reencontraram. Muita coisa mudou.

Na verdade, pouca: a fórmula é a mesma, o treinador é o mesmo, a diretoria é a mesma. Mas agora essa equipe é dona do mundo. 

Já faz tempo, eu sei. Mas pra quem é supersticioso, existe sinal melhor do que rever essa equipe, mesmo que com derrota?

Você, corinthiano, consegue pensar em outra coisa?

Duvido.

18 de abr de 2013

O mata-mata é outro campeonato


Foi bacana, foi importante, foi animador. Parabenizo o São Paulo e acho que um time dessa grandeza tinha mesmo que se classificar - e mostrou isso na partida de ontem.

Penso ainda que o tricampeão da Libertadores eliminará o Atlético Mineiro nas oitavas e causará problemas para as equipes rivais durante a competição.

Mas são-paulino, que você me perdoe; embora tenha sido uma bonita partida e um dos jogos mais importantes dos últimos tempos devido as circunstâncias, foi APENAS uma classificação. Na realidade, não passava de uma obrigação.

O fato de ter se classificado em último das 16 equipes que passaram de fase é algo de se preocupar, e não comemorar. A maioria das equipes brasileiras havia se classificado algumas rodadas antes e a equipe tricolor passou apuros em um grupo, diga-se de passagem, muito fácil.

Agora é hora de sentar e analisar o que aconteceu de errado. Afinal não é normal uma equipe repleta de craques beirar a eliminação. 

Mas volto a dizer: o mata-mata é outro campeonato. Uma coisa é você sofrer perigo na fase de grupos; e outra, totalmente diferente, é disputar as oitavas, quartas, etc...

A partir daí enfim será a hora do São Paulo mostrar para que de fato veio. Como bem resume o ditado, "serão separados os homens dos meninos".

E ao falar dessa equipe na Libertadores, todos concordamos que ele apresenta um gigantesco perigo... se cuide, Atlético!

17 de abr de 2013

A longa noite tricolor


São Paulo,

chegou o dia... e o recado é claro:

O que fará a diferença hoje é a vontade. A equipe tricolor pode, sim, ser inferior tecnicamente ao Atlético Mineiro. Mas quando a garra sobrenatural entra em campo, as "desigualdades" deixam de existir.

Torcedores,

orem, façam mandinga, acreditem na superstição e mais importante: não deixem de apoiar. Hoje talvez seja o jogo mais importante dos últimos tempos.

Jogadores,

incorporem o jeito Corinthians de não desistir; encarnem a tradição que o Palmeiras possui; tragam junto a si a ousadia do Santos.

Na realidade, é simples: sejam São Paulo. O resto é consequência.

14 de abr de 2013

Sigam o exemplo do campeão mundial


Um elenco repleto de estrelas deve ter, sem dúvida alguma, problemas de relacionamento.

Na teoria, essa tese é dada como certa em quase todos os casos. No entanto, Tite faz com que ela não migre para a prática.

Chega a ser impressionante a forma que o treinador do Corinthians comanda seus atletas. Ao mesmo tempo que ele barra alguns medalhões, não deixa com que o clima se perca dentro dos vestiários.

Extremamente respeitado pelos seus jogadores, Tite sempre prega o merecimento. Quem estiver em melhor fase técnica, jogará. Não importa se você seria titular em qualquer equipe do mundo; se você não mostrar bom desempenho, não fará parte dos 11 do time alvinegro.

Parece simples, mas não é. O São Paulo, por exemplo, vive uma fase conturbada justamente por esse "estrelismo" apresentado pelos jogadores de Ney Franco.

Hoje, contra o Linense, o comandante do Corinthians deixou Alexandre Pato e Chicão no banco. O resultado foi a derrota, quem sabe em decorrência da falta do camisa 7, mas ninguém ousou contestar. O respeito é mútuo e a confiança em seu trabalho é geral - tanto nas arquibancadas quanto dentro de campo.

No entanto o sucesso não é de hoje. O Corinthians colhe frutos com o Tite por méritos da diretoria. Em 2011 o Timão foi eliminado na Pré-Libertadores, mas quebrou paradigmas e o treinador foi mantido no comando.

Não tenho dúvida de que, em caso de eliminação são-paulina na quarta, Ney será demitido sem pensar duas vezes. Dessa maneira, fica complicado dar sequência ao trabalho. O novo treinador chegará, errará - assim como qualquer ser humano - e será novamente demitido. E assim sucessivamente.

Se as diretorias não se mexerem e mudarem seus ideais, as equipes não avançarão. E tem exemplo mais forte do que o atual campeão mundial?

11 de abr de 2013

A arte de torcer


Torcida de verdade só quem frequenta estádio sabe como é.

Nem todo jogo ela lotará a arquibancada. No entanto, quando encher, apoiará.

Ela vai protestar quando for necessário, no caso de derrotas. Mas, no jogo seguinte, vai incentivar os 90 minutos, unidos à imensa vontade de seus jogadores dentro de campo.

A equipe pode estar em precárias condições, mas ela vai acreditar, até o final.

Ela ainda vai se iludir ao dizer que a equipe pode ser campeã; no fundo, ela sabe que as chances são mínimas. Mas esse é o papel de um torcedor de verdade.

Ele é aquele que vai ao estádio e se difere do que assiste no sofá. Ambos são torcedores legítimos, sem dúvida, mas a atmosfera é outra.

Ao redor do estádio, você sente o que está acontecendo. É a emoção que só o futebol proporciona e só o torcedor que está lá reconhece.

Quem é torcedor de frequentar os campos sabe do que se trata, é uma sensação indizível. Não preciso explicar com detalhes de quem (e do que) estou falando - eles têm plena noção.

A festa hoje foi sensacional, brilhante como uma esmeralda, feliz como toda liberdade - e para bons entendedores, meia palavra basta. Parabéns!

10 de abr de 2013

A vitória do grande Casão



Sabe aquela festa na qual você tem certeza que terá acesso restrito a muitas coisas, enfrentará filas, tumulto e confusão - mas tem convicção que no final terá valido a pena?

Pois é... fui conferir o lançamento do livro do Casagrande ontem à noite, na Livraria Cultura da Avenida Paulista.

Como previ anteriormente, havia muita gente e muito tumulto. A fila para pegar o autógrafo era gigantesca e beirava o insuportável esperar ali por, no mínimo, 2 horas.

Passaram-se alguns minutos, descobri a parte dos jornalistas e lá me infiltrei. Sem ser percebido, fiquei ali no cantinho observando e fazendo minhas anotações. Enquanto isso, o ex-jogador assinava seguidos livros em um movimento quase que exaustivo.

Os famosos foram chegando e eu fui me aproximando. Galvão Bueno, Caio Ribeiro, Milton Leite, Leonardo Gaciba e os ex-jogadores Zé Maria, Wladimir e Ataliba foram algumas das estrelas que compareceram ao evento.



Mais para o final da noite de autógrafos, magnífica homenagem à coragem de um ídolo de se expor, sem medo do preconceito, consegui, de quebra, entrevistar um ex-juiz da Fifa e divulguei meu blog para alguns jornalistas como José Trajano (quem sabe ele não está lendo esse texto...).

Ali no meio da confusão, presenciei várias entrevistas - nas quais Casagrande era comparado com Sheik, Pato, etc... Com o detalhe, não custa lembrar, que nenhum deles teve trajetória corajosa como a do Casão, que jogou muita bola, criou a Democracia Corintiana junto com o Sócrates e, recentemente, se afundou nas drogas para renascer numa clínica com o apoio de amigos e da família, caminho que ele agora contou no livro.

Esperei até o final para tentar conversar com a estrela da noite, mas foi impossível. Mesmo assim, só o fato de estar ali presente foi algo muito bacana. De algum modo prestei minha homenagem ao antigo camisa 9 do Corinthians e da seleção, assim como os mais de 2 mil presentes.

Eu e o Guilherme Simões, amigo e companheiro, saímos recompensados da Livraria Cultura. Foi como se aprendêssemos alguma coisa com a bela história de Casagrande.

8 de abr de 2013

100% de chances de você ler esse texto


No Brasileirão de 2009, o Fluminense, lá pela 30° rodada, estava com 99% de chances de ser rebaixado para a segunda divisão. A probabilidade foi estabelecida pelo matemático Tristão Garcia, famoso por estabelecer medidas muitas vezes precisas - mas que, evidentemente, convive também com os erros.

Vou usar e abusar do clichê, mas nesse texto ele vai se encaixar perfeitamente: "o futebol é uma caixinha de surpresas". Absolutamente tudo (claro, em suas devidas proporções futebolísticas) pode acontecer. Se entre seis chances de se concretizar existe apenas uma, convém imaginar que há alguma possibilidade de ela acontecer.

Naquele ano, o Fluminense contrariou expectativas, previsões, macumbas e tudo o que tinha direito e se manteve na elite do futebol brasileiro.

Quatro ano depois, o São Paulo enfrenta, na próxima quarta-feira, o Atlético Mineiro em busca da quebra de prognósticos que afirmam que a equipe tricolor já está eliminada. Segundo o mesmo matemático citado acima, dos três times que ainda disputavam a última vaga, a equipe paulista é a que possuí menor chance - assim como o Fluminense era a equipe menos cotada entre os quatro últimos para permanecer na Série A.

Ou seja, as tão faladas e estudadas previsões matemáticas no futebol não significam absolutamente nada. Representam, sim, o quanto a equipe tem de chance de passar de fase... mas volto a repetir: o futebol é uma caixinha de surpresas...

Eu, assim como o Tristão Garcia, acredito que o São Paulo possua de fato poucas chances de se classificar; mas não pelos números e, sim, pelo baixo rendimento apresentando durante a competição. Todos falaremos, discutiremos e apontaremos nossa tese que justificam o motivo dessa maior chance de eliminação.

No entanto, para os são-paulinos, pouco importa o que qualquer matemático diz a respeito. Se existe uma última esperança, ela será alimentada e acreditada, até o final. E aí entra tudo a favor - orações, superstições, até mesmo o futebol. 

Tudo com dois objetivos principais: ver sua equipe classificada e fazer com que os matemáticos deixem suas teorias fora do futebol - afinal, dentro de campo, o que importa é apenas jogar.

4 de abr de 2013

Mau hábito hermano


O erro começa quando a polícia militar é colocada dentro de um estádio de futebol;

Se agrava quando os soldados entram em campo para defender o juiz de possíveis agressões;

E fica pior ainda quando policiais e jogadores saem na pancadaria.

A cena – comum, aparentemente, para equipes argentinas que participam da Libertadores - foi vista ontem, no jogo entre Atlético Mineiro e Arsenal de Sarandí.

Pudera, a equipe hermana se revoltou, primeiramente, com as goleadas sofridas nas duas partidas da fase de grupos - ambas por 5 a 2. Como bons - ou maus - perdedores, acusaram o juiz de ser o grande responsável pelas derrotas.

E deu no que deu. A polícia militar realmente pensou que os jogadores partiriam para a agressão... então o batalhão, naquele jeito amigável que qualquer torcedor que frequenta estádios conhece, revidou a provocação dos argentinos.

Apenas uma pergunta: o que faz um policial com uma arma dentro de campo? Para proteger árbitro, jogador, seja quem for, é necessário fuzil ou algo do gênero? Eles estão lá para zelarem pela ordem; a violência tem que ser o último recurso, e não o primeiro.

Mas não foi isso que se viu. A confusão se instalou. Socos, pontapés, arremessos de objetos... e foram parar na delegacia. Como manda a lei, qualquer agressão contra autoridades deve ser punida com prisão. Mas o que aconteceu? Nada.

A equipe argentina pagou uma pequena multa e ficou por isso mesmo. A essa altura, eles já devem estar de volta a sua cidade treinando para a próxima partida - muito provavelmente, mais uma derrota, diga-se de passagem.

Enquanto isso, arcamos com as consequências aqui no Brasil. Reclamam - talvez com razão - da polícia, das atitudes das autoridades locais, da organização da partida, etc.

E os hermanos? Nem aí. Afinal, para eles, brigas como essa são totalmente normais.

3 de abr de 2013

O que Felipão quer?


O jogo é beneficente, é por uma boa causa e, na realidade, não vale nada. Mesmo assim, não entendi a convocação de Felipão para o jogo de sábado, contra a Bolívia, numa partida marcada para arrecadar dinheiro para a família do jovem Kevin, assassinado no estádio em Oruro.

Estamos em um momento pré-Copa das Confederações e Copa do Mundo e o nosso treinador chamou jogadores que, muito possivelmente, não estarão disputando o Mundial no ano que vem. São os casos de Matheus Vidotto, quarto goleiro do Corinthians; Leandro, do Palmeiras; Dória, do Botafogo, entre outros. E deixou Fred, o artilheiro da seleção em sua jornada desse ano, fora da lista.

Ao contratar Luiz Felipe Scolari, a missão dada foi bem clara: vencer a Copa do Mundo. Entendo que ele queira fazer seus testes para definir de fato quem serão os convocados para o Mundial, mas que convoque certo. Que teste jogadores que de fato terão alguma chance de fazer parte da lista do ano que vem - a não ser que ele realmente tenha em mente a convocação desses listados acima, o que seria, no mínimo, um absurdo.

No entanto, foi apenas um pequeno deslize e continuo confiando no trabalho de Felipão. Não é à toa que ele venceu a Copa de 2002, e tem tudo para triunfar em 2014. Na edição da Coreia e do Japão, a situação era um pouco parecida; equipe ainda se formulando, sem dar show, sem vencer times importantes, mas que, no ano seguinte, chegou a maior glória do futebol.

Troco todos esses equívocos e as derrotas em amistosos pelo título em 2014. Se existe alguém capaz de levar essa seleção ao título, esse cara é o Felipão. 

Mesmo com todos os erros que apareceram e ainda aparecerão, ele parece saber o que está fazendo. Disso, não tenho dúvida. 

Mas a convocação para o jogo de sábado deixou muitas dúvidas – e quase certamente não servirá para nada se pensarmos no futuro da seleção.

31 de mar de 2013

A graça do futebol


São clássicos como o de hoje à tarde que fazem com que a paixão pelo futebol cresça.

Existem todos aqueles clichês que dizem que esses jogos são um campeonato à parte, que não tem favorito, etc. Mas o que fez com que o jogo de hoje tivesse algo em especial foi a discussão pós-partida.

Querendo ou não, o futebol gera muita "briga". Às vezes sadia, às vezes violenta, mas gera. E é dela que o futebol sobrevive.

Pare e pense nesse esporte sem equipes rivais, sem provocações com os times adversários... ele deixaria de existir. Não teríamos torcidas, não teríamos gente na arquibancada e, mais importante, ele perderia a graça.

E no Majestoso de hoje, a discussão apareceu no lance entre Pato e Rogério Ceni. Minha opinião: pênalti. Mas a sua, desde que você não seja corinthiano, provavelmente vai ser diferente. E esse é o barato do esporte. São de situações como essa que o esporte respira, e continua andando pra frente.

Vamos agradecer aos dois protagonistas da jogada por nos render mais alguns dias de debate. Ele vai trazer bons argumentos de ambos os lados, mas só viverá até que chegue a rodada da Libertadores. Então, o assunto mudará e passaremos a falar de outro ponto; talvez uma iminente eliminação do São Paulo, talvez uma virada histórica ou até mesmo outra arbitragem duvidosa. E assim por diante.. Mas que foi pênalti, ah, Ceni, foi.

30 de mar de 2013

"Imagina nas Olimpíadas..."


Não tenho dúvida de que qualquer brasileiro em sã consciência gostaria de ver o Maracanã - agora em processo de reformas - como o estádio que receberá as provas de atletismo nas Olimpíadas de 2016. Infelizmente, o ex-maior estádio do mundo estará presente apenas na Copa do Mundo, na cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016 e nas partidas de futebol daquele torneio que decidirão as medalhas de ouro, prata e bronze.

Por alguma medida desconhecida e até irresponsável do Comitê Olímpico, além de falta de dinheiro para adaptação completa do Maracanã ao atletismo, as provas mais nobres das Olimpíadas serão no Engenhão.

Os motivos para se ir contra esse estádio são diversos; pouca capacidade, distância para o centro da cidade, falta de infra-estrutura, e o mais recente apareceu semana passada: a necessidade de fechar o Engenhão por problemas em sua cobertura. Dizem que se bater um vento forte, há sérios riscos de desabamento.

É difícil de acreditar, mas o mesmo estádio que recebeu o Pan de 2007 e foi construído há menos de 6 anos, hoje se encontra fechado por problemas de estrutura. Nesse momento, estão "analisando para conferir se houve algum erro no projeto".

É deplorável e inaceitável tal situação. Como é possível o estádio que será o foco do evento mais tradicional do mundo se encontrar dessa maneira e ser o cotado para um evento desse porte com um problema estrutural tão evidente? 

Em outras palavras, como podem escolher um estádio que apresenta inúmeros defeitos a ponto de ter que ser interditado? O vexame ainda continua porque, além do Engenhão, o Parque Aquático Maria Lenk e o velódromo do Rio não poderão ser utilizados pois estão fora dos padrões.

Enquanto isso, um belo e tradicional Maracanã está sendo reformado; no entanto, ele "só serve para o futebol". Perderemos uma bela chance de mostrar ao mundo que somos capazes de construir um estádio de nível mundial ao não utilizar o Maracanã.

Na realidade, o Governo está focado somente na Copa do Mundo. E mesmo assim, os estádios estão sendo construídos de qualquer modo, com aquele jeitinho brasileiro, tendo como consequência o aparecimento de vários problemas, vide o exemplo do Mineirão.

Se já está ruim para a Copa, "imagina nas Olimpíadas!"

28 de mar de 2013

Como salvar o Palmeiras?


Não importa se você está na Série B ou não, se está totalmente falido e desestruturado, nada disso conta. Um time grande, com um passado repleto de conquistas e uma torcida apaixonada, não pode ser goleado e humilhado como o Palmeiras foi ontem a noite.

Talvez nem eu nem vocês estejamos entendendo a dimensão do que de fato aconteceu: o Palmeiras foi trucidado e virou saco de pancadas do Mirassol. Com todo respeito, como que isso pode ocorrer com esse tipo de adversário? Que time é esse?

Se fosse eu os dirigentes, mandaria todo mundo que participou dessa tragédia embora. Técnico, jogadores, comissão técnica... todos. O vexame foi histórico. Nunca antes uma equipe considerada grande havia sofrido 6 gols em apenas um tempo contra uma equipe tão modesta.

Certamente não terão coragem de colocar todo mundo na rua, e recomeçar do zero, porque estão tentando construir um planejamento e se reerguer no futebol. Mas se seguir nesse caminho, a jornada palmeirense em 2013 pode se tornar ainda mais devastadora do que foi em 2012, com a queda para a série B.

A situação está tão grave que o palmeirense não possui mais argumento para debater com o seu rival. Depois do que foi visto ontem a noite, com base no que eles vão se defender? Se perderam de 6 a 2 para o Mirassol, o que mais eles podem argumentar?

Admito que estou com pena dos torcedores alviverdes. Estão sofrendo muito e, nessa altura do campeonato, os protestos são válidos - desde que em suas devidas proporções, sem violência, evidentemente. 

Além disso, são taxados frequentemente como "Guarani da Capital", numa referência ao time esmeraldino de Campinas, que foi campeão brasileiro nos anos 70 e hoje anda aos trancos e barrancos - assim como o Pameiras dos anos 2000.

Enfim, a situação alviverde é insustentável. A alteração já era pra ter surgido - mas de fato, nada mudou.

A antiga Academia do Parque Antártica vai de mal a pior. Até quando? O time e sua torcida não merecem. É preciso resgatar uma história vencedora.

26 de mar de 2013

Normalidade


Normal é você estar em um começo de trabalho e conviver com resultados ruins, como é o caso de Felipão na Seleção Brasileira. Afinal, o processo está apenas começando e, vide o exemplo de sua primeira passagem como comandante dos canarinhos, se começarmos mal e no ano seguinte conquistarmos o título de campeão do mundo, o problema está resolvido.

Anormal é você ter um craque de bola que arrebenta no futebol brasileiro, é cotado para muitas equipes europeias, mas na Seleção não passar de um jogador comum. Lógico, estou falando do Neymar.

Ele é diferente dos outros e talvez por isso exista uma cobrança maior. Já foi o tempo de se adaptar a Seleção e está mais do que na hora dele mostrar o futebol de sempre. Se o jovem está no foco de equipes como Barcelona, Real Madrid, Bayern, entre outros, não é à toa.

O problema não é ser apenas um jogador como outro qualquer, mediano. Nesse quesito o mundo inteiro está cheio, inclusive nas equipes que representam seus países. No entanto, Neymar é mais do que isso. Ele tem um talento fora de série e isso não adianta nem questionar; seja você corintiano ou santista, brasileiro ou argentino, entramos em um consenso ao falar sobre seu talento.

Porém, para que ele possa crescer no futebol, alguns conceitos em sua cabeça devem ser mudados - tanto dentro quanto fora de campo.

O termo mais famoso e que rende mais "puxões de orelha" a Neymar é a fama de cai-cai. De fato, ele se joga quando não é necessário. Porém, quanto a isso, sua melhora é nítida e evidente; mesmo assim, ainda está abaixo dos demais. (veja o vídeo abaixo e entenda melhor):



Ao mesmo tempo, o atacante é cobrado diversas vezes por menosprezar o adversário.

Ele não é bobo, assim como eu e você não somos. Todos sabemos que ele provoca mais do que o necessário. Coisa normal, de futebol.

Mas isso, para um jogador profissional, pode acabar tirando o foco. As vezes, é preferível você pensar em evoluir na tática e desempenhar seu papel dentro campo do que irritar o adversário.

O exemplo mais claro acontece quando ele para a bola na lateral e fica lá, passando o pé sobre ela. Por que não vai pra cima, em busca de uma rápida definição da jogada? O nome disso é de conhecimento geral para a maioria: objetividade. Ou em seu caso, a falta dela.

Resumo da ópera: jogadores ordinários temos muitos. Ele, no entanto, é diferente, privilegiado. Pode e deve usar e abusar desse talento. Para que a Seleção Brasileira atue melhor, seu desempenho é fundamental. Portanto, Neymar, deixe um pouco a marra de lado. Tire o foco de como pentear o cabelo e pense somente no futebol. Na maioria das vezes, ela não é necessária.

Com seu talento, seremos campeões do mundo! E digo mais: Neymar será o craque da Copa! Mas para isso, é necessário evoluir. Comece a partir de já.

25 de mar de 2013

A culpa é do calendário


Ser jogador hoje em dia está longe de ser fácil...

Pare e pense no calendário dos times brasileiros: Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Fluminense, entre outros, por exemplo, entrarão na disputa de, no mínimo, 6 campeonatos diferentes ao longo de 2013.

A junção dessas 6 competições levará os clubes a jogarem, na maioria das vezes, as rodadas às quartas e domingos de forma consecutiva. Como se não bastasse, ainda estão presentes na rotina diária dos atletas os treinamentos diários. É algo fora do normal. Vai até contra a capacidade de qualquer ser humano de aguentar tanto esforço físico.

Como reflexo dessa maratona, muitos jogadores estão se lesionando. Só hoje, Cássio e Renato Augusto tiveram de sair mais cedo de campo; claro, decorrente da grande quantidade de partidas e treinamentos em série.

Logo, é necessário que o calendário diminua. A começar pelo Paulistão, que de bom não tem quase nada. É importante para os times do interior, isso é evidente, mas é necessário criar com urgência uma fórmula que faça com que os grandes da capital, justamente os que disputam muitas competições simultaneamente, joguem menos partidas. 

Sugiro que as equipes do interior disputem os pontos corridos normalmente, classificando-se os quatro primeiros. Definidas as equipes, os grandes entram no mata-mata. Afinal, alguém tem dúvida de que os quatro quase sempre se classificarão na fórmula de hoje em dia?

Outra competição que deve ser carta fora do baralho é a Copa do Brasil. A nova fórmula desse ano faz com que os clubes da Libertadores também participem da disputa. Totalmente desnecessário, visto que o torneio é justamente um caminho para chegar à competição sul-americana.

A menos que a CBF queira ver a maioria de seus jogadores lesionados e, portanto, fora das competições internacionais, uma reformulação do calendário do futebol brasileiro é fundamental e urgente. Fica a dica.

21 de mar de 2013

Pra não ficar monótono...

(antes que comecem a ler o post, vejam esse link aqui para entenderem o meu texto: http://oglobo.globo.com/educacao/enem-2012-estudante-escreve-receita-de-miojo-na-redacao-recebe-nota-560-7877681)

Vamos ser sinceros: quarta-feira sem Libertadores é bem chato.

Corinthians e São Paulo hoje empataram e venceram , respectivamente, suas partidas. Dois jogos bem entediantes, com um fraco nível técnico. Estavam desconcentrados.

Mas pro texto não ficar monótono, vou ensinar a preparar um bolo. Não vai ser qualquer um, não. Vai ser de chocolate, porque é mais legal. Pegue umas xícaras de farinha de trigo, de açuçar, leite, chocolate em pó, e uns ovos. Misture bem, coloque em um prato qualquer e espere. Dali 40 minutos, sairá da forma um digníssimo bolo de chocolate. Leva mais tempo do que o miojo, por exemplo, mas vale a pena.


Uma boa solução para o fim da chatice dos Campeonatos Estaduais é uma mudança drástica. É difícil se pensar em algo que realmente faça diferença, mas tem que mudar. Isso é fato. Do jeito que está, não dá.

19 de mar de 2013

Por quem chora, Luis Fabiano?


Ele está triste, coitado.

Está triste porque a equipe não joga bem, e não convence.

Está triste porque a torcida cobra e protesta.

Está triste porque seu time está a um triz de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores.

Ele está triste porque o São Paulo passa por uma crise.

E não comemora gol porque está triste, ué...

Mal sabe ele que uma boa parcela desse momento de turbulência que passa o São Paulo vem dele próprio e de seus amigos estrelinhas de elenco. 

Porque foi expulso, porque não comparece quando o time realmente precisa, porque causa atrito entre os jogadores, causa confusão, etc. Mas ele está triste, coitado... deixa ele!

15 de mar de 2013

Habemus Libertadoris


Comecei a competição dizendo que essa Libertadores seria moleza. Ousei ao afirmar que todos os brasileiros passariam com facilidade, e que a disputa seria quase um Brasil x Brasil.

Errei. Esqueci que o torneio em questão era a própria Libertadores da América. Ali mesmo os mais fracos são pedreiras. Você tem que entrar ligado com qualquer que seja o adversário - mesmo contra uma equipe que foi goleada por outra brasileira dentro de casa.

Esse foi o caso do São Paulo nesta quinta-feira à noite. A equipe já havia empatado a primeira partida contra o Arsenal de Sarandí - que levou um 5 a 2 dentro de casa do Atlético Mineiro - e precisava da vitória. Perdeu, e agora corre sério riscos de ser eliminado. Para uma equipe que entrou favorita, é no mínimo decepcionante.


Um dia antes, o Corinthians enfim estreava na Libertadores com a força de atual campeão. Os três primeiros jogos podem até ser desconsiderados - pela morte do Kevin, pela altíssima altitude e, por fim, pela grama sintética. Nada que justificasse, no entanto. Isso aí é Libertadores.

Agora, portanto, começou para valer. Brasileiros correm riscos de serem eliminados, contrariando a minha tese. É como se estivéssemos em um conclave, à espera de um papa que tornasse as coisas mais claras. Agora sim, Habemus Libertadoris!

12 de mar de 2013

Uma briga com gosto de vice


São em momentos como esse, o da briga entre Bernardo e Carlos Alberto, na final da Taça Guanabara, que a fama de "Vice da Gama" é justificada. É impossível formar um time campeão quando cenas como essa são vistas dentro de campo.

Um bom clima no elenco é essencial para o sucesso. Se você discute até com o seu próprio companheiro, imagina com o adversário?

Entendo que os dois estavam em um momento de cabeça quente, já que disputavam uma final, mas nada justifica. Fica como prova de que a equipe estava desestruturada e, de fato, não merecia o título.

E não adianta reclamação por parte dos vascaínos. Não teve azar ou nada do tipo.

Se existe essa sina de ser vice, é por algum motivo. E nesse caso, a imagem vale mais do que mil palavras.

9 de mar de 2013

Uma vez imaturo, sempre imaturo


O processo natural da vida é amadurecer com o tempo. Ou seja, quanta mais experiência de vida você tem, mais maduro você será. Alguns demoram mais que os outros, isso é fato.

No entanto, existe uma pessoa em especial, no futebol brasileiro, para quem a idade e a alta quilometragem dentro dos gramados não significa nada. Se a pessoa está fadada a ser imatura para o resto da vida, assim será. É o caso de Luis Fabiano.

A cada expulsão, a cada discussão, ele promete melhorar. Diz que vai se esforçar, vai se acalmar e que o fato não se repetirá. As vezes se faz de vítima, diz que vai abandonar a carreira, mas não adianta.

Seu histórico é notório: ele já foi expulso diversas vezes. As mais recentes e que chamaram mais atenção aconteceram na final da sul- Americana e quarta passada na partida contra o Arsenal de Sarandí, no Pacaembu; nesse jogo, o atacante conseguiu o feito - inédito! - de ser expulso depois de o juiz dar o apito final.

Sua qualidade com a bola nos pés é inquestionável. Ele faz muito gol, e isso ninguém tem dúvida, embora tenha forte tendência a sumir em jogos importantes. Em outras palavras, ele "pipoca"

Infelizmente, mesmo que queira ou siga tentando, essas características dificilmente sairão de Luis Fabiano. Afinal, idade ele tem de sobra, e já já sua carreira acaba. Ele vai seguir, como sempre, dizendo que vai melhorar e que vai se acalmar. Tudo bobagem.

Uma vez imaturo, sempre imaturo.


5 de mar de 2013

Juiz x professor


O juiz entra em campo. Pressionado, como deve ser, e como não pode deixar de ser. A tarefa é difícil. Afinal, comandar 22 marmanjos que correm atrás de uma bola não é para qualquer um.

O professor abre a porta da sala de aula e se depara com o mesmo número de pessoas; dessa vez, no entanto, são 22 alunos inquietos e pulando antes da aula começar. Ele tenta colocar ordem e pede para que todos se sentem.

O juiz, então, ordena que todos os jogadores se posicionem e dá início a partida. O professor começa a aula. Conseguem, enfim, um breve momento de sossego.

Aparece a primeira falta duvidosa. Na escola, um aluno se dispersa. Ambos chamam a atenção, porém, dessa vez, ainda sem punições.

Segunda falta. Advertência dos dois, juiz e professor, porém só oral. Tentam ganhá-los no papo. O aluno, no caso, voltou a se comportar mal.

Terceira falta e a gota d' água. Uma pequena briga, tanto no campo quanto na escola, dão margem a discussão. Companheiros de time e amigos da escola tentam defender seus colegas do gramado e das carteiras. Em vão. O juiz e o professor estão decididos do que irão fazer: expulsá-los.

A confusão se instala. Conseguem, de certo modo, apaziguar o ambiente. 

O jogo e a aula enfim acabam. Na partida de futebol, a expulsão interferiu totalmente no placar final. Na escola, os alunos clamam por perdão e alegam injustiça com o amigo posto para fora.

Alguns dias depois, lá estão eles, aluno e jogador, sendo julgados. O primeiro se encontra na sala da direção. O outro aguarda a definição do juiz - esse não o de futebol, mas o de Direito.


A punição é quase a mesma: ambos estarão 2 dias - ou jogos - impossibilitados de passar pela vida cotidiana de sempre. A pena dá margem a discussão. Afinal, argumentam seus colegas, "não foram eles que começaram." Mas agora já foi.

Vida que segue. A equipe perde as duas partidas sem o seu principal craque e o restante dos alunos têm que conviver com a ausência do punido. Tudo isso em decorrência da decisão do juiz e do professor, muito semelhantes.

Os dois "rebeldes" (se não estão cumprindo as leis - no caso de não cometer faltas e não discutir dentro de uma sala de aula, por que não os chamar assim? ) voltam, enfim, para seus deveres. Na próxima partida, o jogador marca dois gols, provoca, mas não discute. O aluno, da mesma maneira, se comporta melhor. A intenção da punição, aquela imposta pelo juiz e pelo professor, é essa.

A comparação entre um jogador e um aluno é real. Ambos ainda estão em um processo de amadurecimento. Sabem que a briga, mesmo que pequena, levará a consequências. Mas mesmo assim agem dessa maneira. Por serem estrelinhas ou populares da sala, acreditam que a eles nada acontecerá.
Enganam-se profundamente. O juiz e o professor nada tem que ver com quem eles são. Estão ali para cumprir ordens e fazer seu trabalho. Podem, sim, errar - e acontece.

 Se os dois imaturos também erraram, ao entrarem em uma discussão ou por cometerem uma falta, por que o juiz também não pode?

3 de mar de 2013

Festa sem gente



O Rio de Janeiro e o Brasil, de modo geral, são mundialmente conhecidos pela sua alegria no jeito de viver. A Cidade Maravilhosa é frequentemente citada como a capital mundial da felicidade, do Carnaval e do samba, e do futebol.

No Carnaval, a festa é completa. A "torcida" sempre está presente e enche o sambódromo de gente. A felicidade predomina onde o foco principal é o samba.

No futebol, a tendência é ser a mesma coisa: estádios lotados e alegria vindo das arquibancadas. No Rio, porém, parece que falta algo para que a torcida realmente se anime e lote os estádios.

A média de público dificilmente passa dos 5 mil presentes e, mesmo que em clássicos, a torcida não comparece em massa. Ontem e hoje, por exemplo, nas semi-finais da Taça Guanabara, os jogos tiveram cerca de 15 e 17 mil presentes, respectivamente. Para ter uma ideia, em Belém, na final entre Paysandu e Remo, marcaram presença 40 mil pessoas.

Os cariocas alegam a distância do Engenhão para o centro da cidade e o preço dos ingressos. Na realidade, pouco importa. Fanático que é fanático dá sempre um jeitinho e vai prestigiar seu time de coração. Não estou dizendo, de forma alguma, que os torcedores cariocas não sejam fanáticos. Mas que falta gente, falta.

Muito da pouca quantidade de público vem da péssima organização dos Campeonatos Estaduais, que enche a tabela de jogos sem importância. Apesar disso, não é justificativa. A maior prova que dá para colocar um bom público em jogos "pequenos" é o Corinthians, que tem em média 25 mil pessoas por jogo no Paulistão.

Se o Flamengo é detentor da maior torcida do mundo, deixa - e muito - a desejar em média de público. Nesse caso, é possível generalizar: as torcidas do Rio de Janeiro não estão comparecendo.

Uma lástima para uma cidade tão rica em termos de folia. Afinal, futebol também é festa. E festa sem gente, não é nada.