"NENHUM PASSO PARA TRÁS!"

Os protestos vêm tomando conta do Brasil. Confira minha opinião.

A FALTA DA VOZ

A torcida do São Paulo, em meio ao ruim desempenho da equipe, pede a volta de Muriciy.

A SELEÇÃO QUE PRECISAMOS

Saiba a minha opinião a respeito dos 11 titulares da Seleção Brasileira.

ESTRELA DE CAMPEÃO

A defesa de Victor foi a maior prova de que o Atlético está no caminho certo para o título.

A POESIA DE NEYMAR

Neymar se despediu ontem do Santos para assinar contrato com o Barcelona.

27 de fev de 2013

Um estranho silêncio


Sob estranho e agonizante silêncio, especialmente o do minuto de homenagem ao menino boliviano que morreu em Oruro, o Corinthians fez o seu segundo jogo na Libertadores; o primeiro depois da tragédia.

É hora de arcar com as consequências e crescer junto a ela. E isso não vale apenas para o Corinthians; todos, sem exceção, têm que aprender com o erro, para que não volte mais a acontecer.

O que aconteceu no Pacaembu foi uma cena, talvez, revolucionária. O atual campeão mundial jogar de portões fechados devido a uma punição imposta por uma fraca organização é, sim, algo para se comemorar. É sabido que a pena muito provavelmente não durará toda a competição, mas já é um grande e considerável avanço.

Em meio a punição, quatro corintianos entraram com liminar na Justiça para terem o direito de assistir a partida no Pacaembu. Usaram o Direito do Consumidor, e toda essa burocracia que está envolvida.

Conseguiram. Têm direito de defender seus interesses, é justo. Mas podem ter prejudicado a equipe, já que a Conmebol proibiu a entrada de torcedores e havia alguns no Pacaembu. Se a punição da Justiça Esportiva é que nenhum torcedor entrasse, ninguém deveria ter esse mérito. Há riscos. Dessa maneira, a possível entrada dos quatro pode se transformar, muito provavelmente, em nova punição.

Na realidade, querem aparecer. E só.


*o Corinthians venceu a fraca equipe do Millonarios por 2 a 0, gols de Guerrero e Pato, que por sinal mostram que podem formar uma excelente dupla de ataque.

24 de fev de 2013

Em nome de Kevin

Passaram-se 3 dias desde a tragédia de Oruro e a primeira punição já foi imposta: o Corinthians jogará com os portões fechados na Libertadores. Há ainda a chance da pena ser revogada e a Fiel marcar presença no Pacaembu, como de habitual.

Enquanto isso, na Bolívia, 12 pessoas estão presas e sem previsão de volta.

Ao mesmo tempo, hoje é domingo e tem rodada no Estadual. É muito difícil se concentrar ou pensar em alguma prática esportiva depois do ocorrido.

Foi uma morte, foi grave e foi um crime. Quem fez tem que arcar com as consequências - da mesma maneira que o clube, cada um com suas responsabilidades. A Conmebol foi rápida e, até o momento, eficiente.

Mas agora é vida que segue. Estaremos em um luto eterno por Kevin, o menino de 14 anos que perdeu a vida dentro de um estádio de futebol, e tenho certeza que o Corinthians e a diretoria tentarão da melhor maneira possível fornecer apoio aos familiares. 

Diretoria, contudo, que errou ao tentar mudar a decisão da Conmebol. Entendo que muito dinheiro será perdido em caso da manutenção da punição, mas seria um ato nobre se deixassem do jeito que está, em uma clara homenagem ao menino.

Hoje tem Corinthians x Bragantino, as 16h00, com Pato jogando ao lado de Guerrero. Mas sejamos francos: quem realmente liga? E no entanto, o futebol prossegue. Façamos de todos os campeonatos a partir de agora algo seguro, bonito, feliz - em nome de Kevin. 



21 de fev de 2013

Que coloquemos de lado a paixão por nossos clubes de coração



O que aconteceu ontem a noite na Bolívia foi uma TRAGÉDIA, resultado de um crime, já que aquele tipo de sinalizador não poderia ter entrado no estádio. Não existe clima para se falar de um mero jogo de futebol, enquanto uma vida foi perdida. Nada vai consolar a família do menino de 14 anos que morreu e eu entendo perfeitamente essa dor.

Casos como esse não podem passar despercebidos.

Uma série de acontecimentos culminou na morte do garoto. Poderia ter sido evitada se o torcedor não tivesse levado o sinalizador, se a polícia boliviana tivesse sido mais rígida ( e aqui não quero, de jeito nenhum, transferir a culpa para a vítima) e barrasse a entrada no estádio com artefato, se o "foguete" tivesse sido utilizado corretamente, etc.

Mas o termo "SE" não vale mais. Infelizmente, não tem volta. E agora é um dever nosso agir para que não ocorram mais mortes como a dessa triste quarta-feira.

Nunca, dentro de um estádio, um ato provocado pela torcida chegou ao ponto de uma morte. Em outros casos de violência, de brigas, as federações e a justiça esportiva já tentaram uma punição envolvendo perda de mandos de campos, banimento das organizadas por um determinado período, multa em dinheiro, em pontos... Mas não funciona.

Se querem realmente que algo aconteça e que isso não volte a se repetir, a punição tem que ser drástica. 

A começar, obviamente, pela manutenção do veto ao uso dos fogos de artifício em estádios. A festa continua bonita sem o uso dos mesmos. Em nada acrescenta.

E é necessário que chegue a um ponto extremo; algo que entre para a história e que certamente iria mudar o pensamento dos torcedores: uma possível exclusão do Corinthians na Libertadores.

É fato que o clube nada tem que ver com um ato isolado desse torcedor, ou de um grupo pequenos de torcedores – mas, infelizmente, talvez seja o caso de punir a grande maioria, de pessoas honestas, para que não deixemos mais ocorrer tragédias como a de Kevin Beltrán, torcedor fanático do San José.

Se for necessário uma eliminação do Timão para que não aconteça mais, eu apoio a ideia. No entanto, se for para passar em vão, novamente de nada vai adiantar. O Fábio Santos resumiu muito bem: "Se for para mudar, a gente aceita ser punido, mas sabemos que nada se muda. Se for para tirar o Corinthians da Libertadores e a gente souber que ninguém mais vai sofrer com isso, que não vai haver mais mortes, sou a favor", disse o lateral esquerdo.

Alguns aproveitadores seguem um raciocínio meio esquisito, para que o "Corinthians se ferre e perca a Libertadores”. Nada disso. O que está em jogo é uma vida, nossas vidas. 

O que resta é torcer para que alguma medida seja tomada e que ela sirva de exemplo para demais casos. 


Lutemos em nome do Kevin, que só não era corintiano por acaso.

20 de fev de 2013

Eficiência


Não existe equipe no mundo que, quando se depara com um time organizado e eficiente no ataque, sairá vencedor facilmente. Nem que seja o tão falado Barcelona.

A prova que isso ocorre de fato aconteceu hoje a tarde. O Milan deu um show tático, tanto defensivamente quanto em aproveitamento na frente. Em uma das poucas oportunidades, fez dois gols e liquidou a partida. Simples assim.

Dessa maneira, o Barcelona corre sérios riscos de ser eliminado nas oitavas de final.

O futebol, no entanto, é o mesmo de sempre. Muita posse de bola, toques rápidos e excelente movimentação. Mas acontece que, agora, as equipes desenvolveram uma fórmula anti-Barcelona.

A saída de Pep Guardiola não fez com que mudasse o estilo de jogo - mas as tão frequentes vitórias parecem não aparecer mais facilmente.

E a equipe que é considerada por muitos a melhor do mundo, está enfim sendo ultrapassada pelos demais. Se não ultrapassada, igualada em termos de resultado.

O encanto do futebol-arte continua, mas a eficiência não é mais a mesma. Resta desenvolver outro tipo de jogo - afinal, de uns anos pra cá, virou um modelo um tanto quanto ultrapassado.

19 de fev de 2013

Um pouco mais de paciência



Domingo ensolarado, Pacaembu lotado, 16h00 no relógio e Dérbi vindo aí. 

Seria uma tarde normal, que abrigaria mais um clássico, dos tantos que por ali já passaram.

Seria normal, sim, se o Palmeiras não estivesse na Série B, e o Corinthians não fosse o atual campeão mundial. Não à toa, a vitória corintiana era dada como certa.

O começo do jogo também não deixava dúvidas: Timão avassalador em campo. Vencia por 1 a 0 antes dos 20 minutos do primeiro tempo e havia perdido mais um bocado de chances.

Mas aconteceu alguma coisa. Erros raramente vistos apareceram na defesa corintiana e o Palmeiras virou a partida.

A equipe alvinegra ainda empatou no fim, com gol de Romarinho - sempre ele - mas o resultado irritou a torcida corintiana.

A grande maioria considerava a vitória como algo que aconteceria na certa - a dúvida era somente quanto ao placar. E nessa onda da certeza da vitória, houve um baque fortíssimo com o empate. Sobrou para a equipe.

Despontou, na internet, na televisão e nos jornais, uma saraivada de críticas contra a atuação e a equipe de modo geral em 2013. Sobrou até para o Tite, que foi cobrado por mudanças no time titular. Acredito que não é por aí. Essa equipe que hoje joga o Paulistão foi CAMPEÃ DO MUNDO, e faz menos de dois meses!

Os jogadores e o treinador têm créditos de sobra - e talvez seja por isso que Tite ainda mantenha alguns jogadores como titulares, mesmo que com outros voando. E não está errado, não!

É muito complicado sair de um campeonato com a grandeza do Mundial para jogar o Campeonato Paulista. É claro que contra o Palmeiras, por exemplo, vai haver quase sempre a mesma motivação. Mas aconteceu. O Corinthians levou gols bobos e perdeu dois pontos. Acontece.



E dizem que, por estar lá em cima, o tombo é ainda maior. Mas é aí que eu fico irritado: não houve tombo. Não há motivo algum para tamanha reclamação e tamanha exigência por "trocas no time titular". Esse time que hoje empatou com o Palmeiras é o mesmo que venceu o Chelsea.

Assim como toda equipe de futebol, não teve um bom dia. Aliás, jogou bem, foi superior durante boa parte do jogo, mas não triunfou. É perfeitamente normal.

Não pode voltar a acontecer, isso é fato. Mas será que está na hora de fazerem tantas críticas? Entendo que é necessário uma "bronca", mas os corinthianos não confiam na equipe que tem? Não acreditam em Tite, nos onze titulares que os representaram no Japão? Acham mesmo que é a hora de mudanças na equipe?

Entendo a cobrança por Pato (que bela matada de bola no gol do Romarinho) e Renato Augusto na equipe titular. Quando entram, jogam bem, é verdade. Mas pode reparar: quanto tempo esses que jogam hoje em dia no time titular esperaram para de fato iniciarem a maioria das partidas?

O Tite está seguindo a linha de sucesso que garantiu dois títulos ao Corinthians em 2012 e está fazendo certo. O que aconteceu domingo foi um empate contra uma equipe aguerrida e com vontade transbordando. Se a crítica já é tão grande sem ter perdido, imagina quando forem de fato derrotados... paciência, Fiel Torcida!

16 de fev de 2013

A estrela do Grêmio ainda não brilhou


No papel, brilhante. Em campo, porém, a história sempre é outra.

O Grêmio veio para a estreia na Libertadores, na quarta passada, com o time titular repleto de estrelas. Entre elas, Vargas, Barcos, André Santos, Zé Roberto, etc.

Mas foi surpreendido pelo fraco Huachipato, do Chile. Fruto da falta de entrosamento e de erros durante a partida; alguns ainda apontam "estrelismo" por parte dos recém-chegados. Exagero.

Foi só o primeiro jogo e a equipe do Rio Grande do Sul ainda têm uma longa jornada. Verdade que a derrota prejudica as ambições do Grêmio na fase de grupos, tendo em vista que o próximo adversário é o Fluminense, mas nada demais. Basta devolver a derrota quando forem jogar fora de casa.

O trabalho de Luxemburgo, no entanto, será árduo. Não são jogadores consagrados mundialmente, mas são estrelas. E com esse tipo de atleta, sempre é difícil lidar.

O tempo dirá o que de fato vai acontecer. Por ora, as estrelas ainda são meros coadjuvantes.

13 de fev de 2013

É tudo nosso!



Que me perdoem argentinos, mexicanos, bolivianos, venezuelanos,etc: em 2013, na Libertadores, os brasileiros são franco-favoritos. E de longe!

Nessa edição não vai ter a tal da história de jogar na altitude ou de enfrentar a "marra" dos argentinos. Vai prejudicar, vai irritar, mas esse ano é nosso. Do Brasil.

Temos cinco times - Corinthians, São Paulo, Fluminense, Grêmio e Atlético Mineiro - que estão mais que capacitados para levar o título; completa a lista o Palmeiras que, por toda sua tradição e apesar da crise pela qual passa, não pode ser considerado carta fora do baralho.

Todos jogarão em grupos com amplas possibilidades de passar para fase de mata-mata - alguns com mais dificuldades, outros nem tanta. Os seis representantes brasileiros ainda mantiveram a sua base e se reforçaram; a única perda significativa foi a de Lucas, ex-São Paulo, para o PSG.

E com essas base mantidas e reforçadas, veremos nessa Libertadores uma disputa que será quase um Brasil x Brasil. Minha aposta é essa.

Acredito e confio mais do que nunca nos clubes que estão representando nossa nação. É algo arriscado de se dizer, mas acho que desbancaremos TODOS os gringos e a finalíssima será entre clubes brasileiros. Que teremos um na final, não tenho a menor dúvida. Estávamos presentes nas últimas 8 decisões e esse ano não vai ser diferente.

Portanto, meu conselho para os latino-americanos dessa edição é pontual: partam para outra. Nessa edição, é tudo nosso!

11 de fev de 2013

Na mesma

Sou daqueles que pensam que o futebol brasileiro tem o mesmo nível que o europeu. Existem, no entanto, diferenças de finanças e administração por parte de alguns clubes - e são gritantes.

Porém quando o assunto tratado é o futebol jogado, aquele no campo, afirmo com muita segurança que estamos na mesma.

Não à toa, o atual campeão mundial é brasileiro. Das últimas quatro disputas intercontinentais, vencemos três. Não vejo motivo algum para tamanho favoritismo de um clube europeu em disputas como essa.

Mesmo que em fim de carreira ou má fase, jogadores renomados estão vindo para o Brasil. São os casos de Ronaldinho Gaúcho, Seedorf, Forlán, Alexandre Pato, dentre outros que aqui estiveram durante os últimos anos.


No entanto, os nascidos no Velho Continente e a grande maioria de nossa população ainda age como se fôssemos realmente menores que eles.

Esquecem que a terra onde julgam existir um campeonato sem importância é a mesma que diversos jogadores penta-campeões mundiais nasceram.

Não se lembram ainda que toda essa safra brasileira que hoje joga no exterior um dia disputou o Brasileirão. Infelizmente os perdemos justamente em decorrência das imensas diferenças econômicas entre o Brasil e a Europa. A maioria dos jogadores vai para o futebol europeu em busca de salários. É legítimo.


Mas volto a afirmar que, de modo geral,  o futebol não pode ser traduzido apenas por cifras milionárias. Digo mais: equivale a cerca de um décimo do que ele realmente é.

O resto, é bola. Diretoria, patrocinadores, nada está envolvido. Ali dentro o que importa é jogar. E nisso, somos craques. Seja clube brasileiro ou seleção, na maioria das vezes entramos em campo com as mesmas chances. Ou você acha que o Brasil é a terra do futebol à toa?

10 de fev de 2013

O 11 ideal



Ano iniciado, contratações concretizadas e a primeira questão vem à tona: qual a formação ideal para o Corinthians ao longo do ano?

Tarefa muito difícil. Mesmo.

O Tite sempre prega que começa jogando quem merece. Depende de fatores que muitas vezes não estão ao nosso alcance; rendimento nos treinos, disposição, quem está em um melhor momento técnico, etc.

Todos podemos montar uma formação ideal - porém sempre de forma superficial, tendo em vista que não estamos no dia dia presenciando o que de fato acontece.

O meu esquema tático muito provavelmente vai ser diferente do seu. E o seu certamente irá divergir da de seu colega corinthiano. Isso é um excelente sinal. Prova que o Timão tem muitas opções em seu elenco.

Portanto, sem considerar o atual momento que cada um vive, e sim o que eu acredito que esse ou aquele jogador irá render durante o ano, eis aqui a minha formação ideal para o Corinthians em 2013:


Começo, evidentemente, com Cássio no gol. Coloco Edenilson na direita por pensar que Alessandro não seguirá o ritmo dos demais devido a sua alta idade - esse ano ele se aposenta.

Completam a zaga Chicão, Paulo André e Fábio Santos. Não podemos desmerecer a zaga campeã mundial, mesmo que com Gil e Felipe em ótima forma. Eles têm méritos - mesmo assim, precisam ficar atentos para não perderem a posição.

Como volantes, os incontestáveis Ralf e Paulinho. E aí vem o pepino.

O Corinthians possui diversas opções que fecham o meio para frente. Considero Danilo um titular absoluto. Quando a bola chega a seus pés, sei que ele não irá fazer besteira. Te garanto que ele tem absoluta noção do que está fazendo ali dentro de campo.

Dando companhia ao camisa 20, optei por Jorge Henrique. Acho indispensável um jogador com suas características ficar de fora do time. Ele corre, marca, apoia, cava falta, faz gol, irrita adversários, etc...

Completam o ataque Pato e Guerrero. Acredito veemente que essa dupla de ataque funcionará no Timão. Os dois sabem fazer gols, e o primeiro pode jogar facilmente como segundo atacante, dando suporte ao centro-avante.

Quanto ao Sheik, acredito que ele renderá mais atuando no segundo tempo. Dificilmente ele engolirá essa de ser reserva, mas nosso professor tem o time na mão. Se Tite assim desejar, Emerson vai acatar sua escolha.

Renato Augusto e Douglas, ambos muito talentosos, brigarão diretamente pela vaga com Jorge Henrique. E não acaba por aí! A equipe tem o potencial titular Romarinho, que quando entra dá conta do recado. 

Acredito, por fim, que essa será a equipe que atuará na maioria dos jogos em 2013, mas confesso que pensei por um bom tempo para montar esse time. Refiz duas vezes o esquema tático, e ainda saio com dúvidas. 

A torcida corintiana começou o ano muito esperançosa. O time só se reforçou e todas as contratações são boas peças. Se está difícil para eles, imagina pro Tite!

*texto originalmente publicado no Blog do Torcedor, que está hospedado no globoesporte.com. Pra quem quiser ver, tá aqui: http://globoesporte.globo.com/platb/sp-torcedor-corinthians/2013/02/08/post-200-a-revista-do-blog/

9 de fev de 2013

Pequeno?



"Para time pequeno meu filho não vai".

Foi com essa declaração que Mauro Martins, pai do atacante boliviano Marcelo Moreno, encerrou sua participação na Rádio Bradesco Esportes FM. Ele se referia ao Palmeiras, que tinha acabado de iniciar uma negociação envolvendo uma troca de jogadores do Grêmio e do time alviverde. A transferência culminaria na ida do atacante para a equipe paulista. Os protestos nas mídias sociais contra essa afirmação se deram em  alta escala e a revolta foi geral.

Hoje em dia, porém, não é nenhum absurdo que haja esse tipo de discussão em torno da "grandeza" do clube. O Palmeiras perdeu, e não é de hoje, uma parcela muito grande de sua credibilidade. A fórmula do fracasso foi simples: diretoria desorganizada e sem capacidade, pouquíssimo dinheiro em caixa e a mais recente queda à Série B - a segunda nos últimos 10 anos. Mais do que isso, os fatos foram se desencadeando. Explico.

O presidente Arnaldo Tirone foi o sucessor de Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência da equipe alviverde. Ele assumiu o cargo em 2011, e levou consigo a responsabilidade de comandar uma associação tão importante tal qual a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Fracassou.

O Palmeiras já não estava na melhor das épocas, tendo em vista que ganhara apenas um título nos últimos 10 anos; no entanto, Tirone deu a impressão de que ainda havia algo que podia piorar. E como havia...

Essa direção desorganizada comandada pelo agora ex-presidente se mostrou muito frágil e incapaz de lidar com a situação palmeirense. Como consequência, viram o dinheiro se esvair . Chegou, enfim, a um ponto extremo: o Palmeiras sofre atualmente para conseguir contratar jogadores - tantos em termos financeiros, quanto na vontade dos jogadores em vestirem essa camisa, como retratou o próprio Marcelo Moreno.

A diretoria não qualificada somada a falta de dinheiro no caixa culminaram na inevitável queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, no ano passado.

E agora a corrida é contra o tempo. O Palmeiras tem que juntar os cacos, e em 2013 pensar apenas em subir para a Série A. O foco deve ser IMPRETERIVELMENTE esse. O elenco é limitadíssimo, já que não conseguem contratar. Portanto não há que se pensar em Libertadores. O que vier, é lucro.

Camisa esse time tem, e de sobra. História também - eles foram os "campeões do século", como adoram se auto denominar. Possuem uma torcida que eu respeito muito e que não merece estar passando por isso.

Portanto, espero do fundo do meu coração que o Palmeiras volte a ser o que era antes. O meu pensamento é em prol de nosso país, que teria uma grande perda se a equipe passasse ao patamar de "clube pequeno". E olha que tem gente que acha que já passou.



OBS: A troca envolve Barcos e mais 5 jogadores do Grêmio. A informação do momento é de que o atacante argentino já está vendido ao clube gaúcho.

8 de fev de 2013

Novo Redonda


Deram-se por fim as reformas no blog.

A partir desse momento vocês verão um novo Redonda; com uma frequência MUITO maior de posts e assuntos mais variados, dando enfim a seriedade que esse blog com mais de 7 anos tanto merece.

Junto a essa nova configuração do Redonda, criei também uma página no Facebook, que você pode curtir aqui: www.facebook.com.br/RedondaFutebol ou ali na coluna da direita... Gostaria de pedir que vocês realmente curtissem - desse modo, podemos interagir por duas plataformas diferentes.

Queria dar também um agradecimento muito especial ao Gian Lucca, que me ajudou nessa preparação, fez todo o design e vem me acompanhando com blog desde seu início... valeu!!

Por fim, tenho certeza que vocês vão curtir essa nova fase...

Abraços, Gustavo

6 de fev de 2013

Em reformas!

Caríssimos, é com prazer que venho comunicar que o Redonda está passando por uma fase de reformas, visando um melhor ano para o blog, tanto em questões de frequência de posts quanto ao nosso design.

Espero que gostem e tenho certeza que 2013 será o ano da retomada do blog!

Abraços!